quarta-feira, 29 de julho de 2026

Sindjor MS fecha três Acordos Salariais, nas negociações de 2026, e com ganho real

 


Dentro do Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2027, os ACTs assinados foram com o Grupo O Estado MS, Grupo TV Morena e o Portal Midiamax

 

Dentro das negociações salariais da data-base de 1º de maio de 2026 (ACT 2026-2027), o Sindjor MS já assinou três Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), de um total de sete empresas de comunicação, que negociam com o sindicato, na referida data-base. As empresas que já assinaram o Acordo, estão o Grupo O Estado MS, com o reajuste de 5,45% no salário inicial. Isso representa um aumento real 1,06% acima da inflação acumulada, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dos 12 meses anteriores à data-base de 1º de maio deste ano, que foi de 4,39%. Para as demais faixas salariais do Grupo, o reajuste foi da ordem de 5% ou 0,61% de ganho real. E, nas negociações, ficou aberta a possibilidade de a empresa e o sindicato, reabrirem as tratativas em novembro próximo, para uma melhoria no índice de reajuste salarial, e concessão de benefícios aos jornalistas, como Plano de Saúde, por exemplo. Em novembro, após as eleições, governo do Estado e prefeituras, já poderão liberar verbas para divulgação de seus atos, nos veículos de comunicação.

O Grupo TV Morena, também assinou o Acordo 2026-2027, e o reajusto foi apenas o índice da inflação do IPCA dos 12 meses anteriores a esta data-base. Ou seja, 4,39%. Esse mesmo índice (4,39%), foi o reajuste concedido pelo Portal Midiamax, no terceiro ACT assinado.

O Sindjor MS já finalizou as tratativas com o Grupo MS Record e, e aguarda apenas a empresa assinar o ACT. O índice de aumento salarial aprovado e aceito pela empresa, foi de 5% para todos os jornalistas do Grupo, ou 0,61% de aumento acima da inflação de 4,39%.  As negociações com as TVs SBT-MS e Guanandi, ainda estão em andamento. Porém, a direção da TV SBT-MS já aceitou a contraproposta dos jornalistas, de 5% de reajuste salarial para todos os profissionais. A empresa também oferece aumento de 5,7% aproximadamente, no valor do Tíket Alimentação. Já as tratativas com o Correio do Estado, também estão em andamento. O Sindjor MS tenta uma solução favorável aos jornalistas, uma vez que a direção da empresa sinalizou que não daria aumento salarial este ano, alegando problemas financeiros.

 

Data-base de 1º de janeiro

Já na data-base de 1º de janeiro de 2026, em que há somente um veículo, o Portal Campo Grande News, o reajuste concedido aos jornalistas do veículo, também no ACT 2026-2027, foi da ordem de 7%, com ganho real de 2,74%, acima da inflação acumulada do INPC que foi de 4,26%, nos 12 meses anteriores à data-base de 1º de janeiro deste ano, e que já vem sendo pago. Porém, o referido Acordo 2026-2027, não foi assinado até agora, uma vez que a empresa insiste em inserir no ACT, duas cláusulas nocivas aos jornalistas, com as quais nem a categoria e nem o Sindjor MS concordam, por serem ilegais. O Sindjor MS então, ingressou com pedido de mesa de negociação junto à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, e ainda aguarda a data a ser marcada pelo órgão, para tratar do tema.

As negociações deste ano, correm à luz de mais uma Campanha Nacional Salarial Unificada da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj e dos 31 sindicatos de Jornalistas do país, cujo rema é: “A notícia Vale. Quem a Produz Também”, com o objetivo de valorizar os profissionais, que são os responsáveis pela qualidade das informações divulgadas pelos veículos de comunicação.

 

 Sindjor MS

 

 

 

 


segunda-feira, 27 de julho de 2026

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS JORNALISTAS DA TV SBT-MS – ACT 2026-2027 – contraproposta da empresa

 


 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor MS) convoca os jornalistas da TV SBT-MS, para assembleia geral extraordinária, a realizar-se no dia 29 de julho de 2026, quarta-feira, com a primeira chamada, às 19h, e a segunda chamada, às 19h15, na forma de teleconferência. O link será postado no grupo do whatsapp dos jornalistas da empresa.

 

Pauta: Discussão e votação de contraproposta da empresa, ao ACT 2026-2027. A data base é de 1º de maio.

 

 

  Walter Gonçalves Filho                                             

  Presidente do Sindjor MS

 

Campo Grande, 27 de julho de 2026


terça-feira, 21 de julho de 2026

Chega de exploração no Jornalismo: enquanto empresas recebem incentivos públicos, jornalistas seguem sem valorização salarial

 

 

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Em mais uma campanha salarial, jornalistas de todo o país enfrentam um cenário que se repete: empresas de comunicação alegam dificuldades financeiras para justificar reajustes insuficientes, resistem a conceder ganho real e pressionam pela redução de direitos. O discurso, porém, contrasta com o histórico de incentivos fiscais concedidos ao setor, criados com a justificativa de preservar empregos e estimular investimentos.

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), elaborado para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mostra que, somente entre janeiro e agosto de 2024, as empresas de comunicação receberam R$ 462,1 milhões em desoneração da folha de pagamento. Durante anos, o benefício permitia que as empresas deixassem de recolher a contribuição patronal de 20% sobre a folha e passassem a contribuir com uma alíquota menor sobre a receita bruta.

“A desoneração da folha foi apresentada como uma política para preservar empregos e fortalecer o setor. O que vimos, porém, foi exatamente o contrário: as redações encolheram, milhares de postos de trabalho desapareceram e os jornalistas passaram a enfrentar condições cada vez mais precárias. Os incentivos chegaram às empresas, mas não chegaram aos jornalistas”, avalia Samira de Castro, presidenta da FENAJ.

Os incentivos vieram. Os empregos não.

Dados do DIEESE, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), mostram que o número de empregos formais em funções do Jornalismo no segmento de jornais e revistas caiu de 9.870, em 2015, para 4.709, em 2025. Em apenas uma década, foram eliminados 5.161 postos de trabalho, uma redução de 52,3%.

Outro levantamento citado pela FENAJ aponta que, entre 2013 e 2023, empresas de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão e portais reduziram em aproximadamente 18% seus quadros de jornalistas. Os números mostram que a promessa de preservação dos empregos, utilizada para justificar os incentivos tributários, não se concretizou.

Com redações cada vez mais enxutas, quem permaneceu passou a acumular funções, produzir para diferentes plataformas e enfrentar jornadas mais intensas. Em vez de reduzir a produção, o corte de postos de trabalho aumentou a sobrecarga, a pressão por produtividade e as responsabilidades de cada profissional.

Mais trabalho, menos valorização salarial

Mas a perda de empregos não foi o único problema. A valorização salarial dos profissionais que permaneceram nas redações também continuou distante da realidade. Enquanto as empresas insistem em alegar dificuldades financeiras para negar ganho real, os jornalistas convivem com equipes reduzidas, acúmulo de funções e crescente desvalorização profissional.

Nas mesas de negociação, a resistência patronal ao ganho real continua sendo um dos principais entraves enfrentados pela categoria. “Os números mostram que o discurso de crise utilizado pelas empresas não pode mais servir de justificativa para negar ganho real aos jornalistas. Se o setor foi beneficiado por políticas públicas durante anos, é legítimo que os trabalhadores reivindiquem valorização salarial, melhores condições de trabalho e negociações coletivas fortes para recuperar o poder de compra da categoria”, afirma a secretária de Mobilização e Negociação Salarial da FENAJ, Fernanda Gama.

A dirigente defende que esses incentivos públicos estejam acompanhados de contrapartidas que garantam a preservação dos empregos, a valorização salarial e condições dignas de trabalho. “Benefícios financiados pela sociedade não podem servir apenas para reduzir os custos das empresas, enquanto jornalistas enfrentam demissões, sobrecarga, salários defasados e perda de direitos”, ressalta Fernanda.

A Campanha Salarial Nacional Unificada dos Jornalistas reafirma que fortalecer o Jornalismo passa, necessariamente, pela valorização de quem produz a informação. Por isso, defende o fortalecimento das negociações coletivas, reajustes com ganho real, o combate à precarização e a defesa dos direitos da categoria. Chega de exploração no Jornalismo. A notícia vale. Quem produz, também.

 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Administração pública lidera mercado formal para jornalistas e revela novo perfil da profissão


 

Terceira reportagem da série “O Trabalho dos Jornalistas no Brasil” analisa uma questão central: afinal, quem mais emprega os jornalistas brasileiros hoje?

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O retrato do mercado formal de trabalho dos jornalistas brasileiros mudou profundamente na última década. Se durante muitos anos as grandes redações de jornais e revistas concentravam boa parte dos profissionais, hoje é a administração pública quem ocupa a posição de maior empregadora da categoria.

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), a partir da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), mostra que, em 2025, a administração pública respondia por 26% dos 50.330 vínculos formais do jornalismo no país. Em seguida aparecem as atividades de televisão (20%), as empresas de consultoria em comunicação e assessoria de imprensa (12%), os portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet (7%) e as atividades de rádio (6%).

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O dado evidencia uma mudança estrutural na profissão. Enquanto os veículos impressos perderam espaço como empregadores, novas áreas passaram a absorver parte significativa da mão de obra jornalística.

A expansão da administração pública reflete o fortalecimento das estruturas de comunicação institucional nos três níveis de governo — federal, estadual e municipal —, além da atuação em universidades, tribunais, ministérios públicos, defensorias, assembleias legislativas, câmaras municipais e empresas públicas.

“Ao mesmo tempo, cresceram as oportunidades em assessorias de imprensa, comunicação corporativa, comunicação digital, produção de conteúdo e plataformas de informação na internet”, avalia a presidenta da FENAJ, Samira de Castro.

Os dados por ocupação ajudam a explicar essa transformação. Em 2025, a função que mais empregava jornalistas era justamente a de assessor(a) de imprensa, responsável por 12.664 vínculos formais, o equivalente a 25,2% do total da categoria. Em comparação, os repórteres — excluindo rádio e televisão — representavam apenas 8,8% dos empregos formais.

 Para Samira de Castro, os números demonstram que o trabalho jornalístico vem sendo exercido em espaços muito mais diversificados do que no passado.

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Samira de Castro é a presidenta da FENAJ. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

 

“Hoje o jornalista atua em redações, órgãos públicos, universidades, empresas, organizações da sociedade civil e plataformas digitais. A profissão ampliou seus campos de atuação, mas isso não significa que as condições de trabalho tenham melhorado”, acrescenta.

Segundo ela, a comunicação pública cumpre papel estratégico para garantir transparência e acesso da população às informações de interesse coletivo.

“As assessorias de comunicação dos órgãos públicos são fundamentais para aproximar a sociedade das políticas públicas e garantir o direito à informação. O problema não está nessa expansão, mas no encolhimento das redações e na precarização das relações de trabalho em diversos segmentos do mercado”, explica.

Outro movimento destacado pelo Dieese é o crescimento das atividades ligadas ao ambiente digital. Portais de notícias, provedores de conteúdo e serviços de informação já representam parcela significativa dos empregos formais do setor, refletindo a migração do consumo de notícias para plataformas digitais e a reorganização da indústria da comunicação. Para a FENAJ, a diversificação do mercado exige novas políticas de valorização profissional.

“Independentemente do local onde atua, o jornalista precisa ter remuneração digna, direitos trabalhistas assegurados, liberdade para exercer sua atividade e condições adequadas de trabalho. O direito da sociedade à informação depende da valorização desses profissionais”, afirma Samira de Castro.

Embora a configuração do mercado tenha mudado, o Dieese ressalta que seus dados abrangem apenas empregos formais registrados na RAIS. Permanecem fora das estatísticas profissionais contratados como pessoa jurídica (PJ), autônomos e outras modalidades de trabalho cada vez mais frequentes na comunicação.

 

 

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QUEM SOMOS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) é uma entidade representativa da categoria em âmbito estadual, com exceção de 25 cidades localizadas na região Sul do estado, sob domínio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados (Sinjorgran). O SindJor-MS está registrado sob o CNPJ nº 15.570.575 0001/17

Horário de atendimento presencial: De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Atendemos pelo e-mail sindicatojorms@gmail.com.

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