quinta-feira, 30 de abril de 2026

1° de Maio pelo fim da 6×1 – É hora de apostar na mobilização

 

FENAJ e Sindjor MS convocam jornalistas à luta contra a pejotização e pela revogação da Lei do “Multimídia”

 

Está na ordem do dia uma reivindicação da classe trabalhadora que pode significar uma vitória histórica e de grandes proporções: o fim da escala 6×1, com redução da jornada e sem redução salarial. Se aprovada, essa mudança vai trazer uma conquista direta para quem ganha menos no país. Será também uma conquista para todas as trabalhadoras e trabalhadores ao estabelecer condições mais positivas que vão elevar os patamares praticados no mercado de trabalho.

Jornalistas profissionais, de acordo com a CLT, têm jornada 6×1. Mesmo nos casos em que as empresas empregam o 6º dia semanal para organizar escalas de plantão aos finais de semana, em que a carga de sábado é usada para cobrir horas extras ou redistribuída pelos outros 5 dias da semana.

Se for aprovado, por exemplo, o Projeto de Lei enviado pelo governo Lula, a mudança na escala deve trazer uma readequação da jornada semanal com base na manutenção da jornada diária já prevista em lei. Isso significa que jornalistas com jornada de cinco horas diárias passariam a cumprir 25 horas semanais em vez de 30, enquanto aqueles com jornada de sete horas diárias (sendo duas horas extras) teriam carga de 35 horas semanais em vez de 42 – sem redução salarial. São especificidades da nossa categoria que o movimento sindical de jornalistas vai atuar para garantir, caso a escala seja reduzida.

O primeiro passo é ajudar a construir uma grande mobilização pelo fim da escala 6×1, seja por meio do PL 1838/2026, do presidente Lula, ou da PEC 8/25, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Sabemos os interesses que são representados pela maioria do Congresso Nacional. É este Congresso que aprovou a Reforma Trabalhista e a PEC da Reforma da Previdência. As elites econômicas vão cobrar seus representantes que não deixem o fim da escala passar. Não aceitaremos, a hora é de avançar a favor do povo!

Ao mesmo tempo, jornalistas precisam ficar alertas a eventuais ataques à nossa jornada especial ou ao esvaziamento dos avanços propostos ao buscar jornadas diárias mais extensas. Este é um intuito recorrente das empresas de comunicação. Lembremos que a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) acompanhou e comemorou a aprovação da criação da Lei do Profissional Multimídia, cujo um dos efeitos mais diretos é o de contornar a jornada especial legal de jornalistas e radialistas.

Por isso, é hora de toda a categoria de jornalistas profissionais brasileiros estar atenta, forte e presente nas manifestações de 1° de maio. 

NÃO À PEJOTIZAÇÃO

Também em pauta está outro tema central para toda a classe trabalhadora brasileira, o combate à “pejotização”, ou seja, a fraude trabalhista pela qual empregadores negam direitos trabalhistas e pisos salariais aos seus empregados.

O tema, que está em julgamento em uma ação com repercussão geral no Supremo Tribunal Federal, representa um risco real de pôr abaixo o conjunto das proteções e garantias legais, ao legitimar que trabalhadores possam atuar sem contrato de trabalho (substituído por um “contrato de prestação de serviços”). Poderá ser criada uma porta pela qual as relações de trabalho passarão ao largo da CLT, das Convenções Coletivas e da Justiça Trabalhista, tudo isso com eventual aval do judiciário.

Por isso, a FENAJ reforça nesse 1° de maio o alerta ao conjunto do movimento sindical e renova, ainda, a luta pela revogação das reformas trabalhista, da Previdência e da Lei das Terceirizações (arcabouço legal que, apesar de não ter legalizado as pejotizações, criou confusão e a “desculpa” ideal para generalização da prática).

REVOGAÇÃO DA LEI DO MULTIMÍDIA

A FENAJ e os sindicatos de Jirnalistas, levarão para as manifestações de 1° de maio a bandeira da revogação da Lei nº 15.325/2026, que regulamenta a chamada profissão de “multimídia” e representa uma ameaça direta às garantias legais, às condições de trabalho e à própria identidade profissional de jornalistas, radialistas e outras categorias.

Jornalistas estão em campanha nacional pela revogação total ou parcial desta lei. A Fenaj tem realizado discussões com o Governo Federal, via Ministério do Trabalho e Emprego, e com membros do Congresso Nacional. Neste 1° de maio, é hora desta campanha ganhar as ruas de todo país.

Por tudo isso, por muito mais, todos às manifestações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora!

Sindjor MS

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Sindjor-MS orienta sobre mobilização virtual nacional no Dia do Jornalista, 7 de abril

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor MS) convoca toda a categoria para aderir à mobilização virtual nacional do Dia do Jornalista, que será realizada no próximo 7 de abril de 2026.

A mobilização virtual será fundamental para ampliar a visibilidade das reivindicações dos jornalistas brasileiros, especialmente no que diz respeito à aprovação da PEC do Diploma e ao enfrentamento dos impactos da chamada Lei do Multimídia, além da defesa do piso salarial nacional, da regulamentação profissional e do combate à precarização das relações de trabalho.

Para participar da manifestação, a orientação é os jornalistas irem vestidos com uma peça de roupa na cor preta ao local de trabalho. E publicar conteúdos nas redes sociais no dia 7 de abril.

Também utilizar as hashtags: #Revogajá #LeidomultimidiaNão #AprovaPECdoDiploma.

A participação de todos e todas é fundamental para dar visibilidade às nossas pautas e fortalecer a luta por direitos, valorização profissional e condições dignas de trabalho.


A Diretoria

segunda-feira, 23 de março de 2026

Nota de Pesar

 

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor MS) recebeu com imensa tristeza, a notícia do falecimento do jornalista João Naves de Oliveira, aos 83 anos, ocorrido neste domingo (22 de março), no Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande.

O velório teve início às 7h30 desta segunda-feira (23) e o sepultamento às 16h, no Cemitério Memorial Parque, em Campo Grande.

João Naves era viúvo da jornalista Denise Abraham, que faleceu em 2012. Naves deixa quatro filhos, Marcel, Flávia, Carla e Yolanda

Naves ocupou cargos como de editor no Correio do Estado, e de correspondente em jornais como O Globo e O Estado de São Paulo. Também foi assessor de imprensa do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

A Diretoria

sexta-feira, 13 de março de 2026

Em defesa da liberdade de imprensa e do jornalista Vinícius Santos contra tentativa de criminalização do exercício profissional

 NOTA DE REPÚDIO

Em defesa da liberdade de imprensa e do jornalista Vinícius Santos contra tentativa de criminalização do exercício profissional



O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) vem a público manifestar seu veemente repúdio à descabida tentativa de intimidação e criminalização do exercício jornalístico sofrida pelo repórter e filiado Vinícius Santos, do portal JD1 Notícias.

O jornalista é alvo de um Boletim de Ocorrência (nº 253/2025) registrado pelo presidente do Conselho Diretor da Fundação dos Rotarianos de Mato Grosso do Sul, Sr. José Luiz Kreutz, que o acusa infundadamente de calúnia e difamação. A queixa-crime foi motivada pela publicação da reportagem intitulada "Denúncia no Ministério Público aponta possível corrupção na Fundação de Rotarianos em Campo Grande".

É imperativo esclarecer que a reportagem assinada por Vinícius Santos não traz ilações ou opiniões pessoais, mas é embasada em documentos oficiais. O texto jornalístico limitou-se a dar publicidade à instauração da Notícia de Fato nº 01.2025.00013496-0, em trâmite na 49ª Promotoria de Justiça de Campo Grande (MPMS), que apura denúncias de irregularidades administrativas, financeiras e patrimoniais no âmbito da referida Fundação.

O repórter cumpriu o seu dever de ouvir o outro lado. Procurado antes da publicação, o presidente da entidade limitou-se a informar que não iria se manifestar no momento e que aguardava ser intimado, resposta que foi devidamente registrada na matéria.

A atitude do presidente da Fundação em acionar a Polícia Civil contra o repórter configura uma clara tentativa de assédio judicial e censura. É inaceitável que autoridades ou dirigentes de instituições utilizem o aparato de segurança pública para tentar calar o trabalho jornalístico e esconder da sociedade fatos que já estão sob o escrutínio do Ministério Público Estadual.

O Sindjor-MS reitera que o jornalismo e a cobertura de investigações oficiais são pilares de uma sociedade democrática. Informar a população sobre o destino de verbas públicas e doações institucionais não é crime, é uma prerrogativa constitucional e um dever cívico da imprensa.

Expressamos nossa irrestrita e total solidariedade ao jornalista Vinícius Santos. O Sindjor-MS acompanhará o caso de perto, prestando o amparo institucional e jurídico necessário ao seu filiado, e não aceitará passivamente qualquer manobra que vise silenciar os profissionais de imprensa em Mato Grosso do Sul.

Calar o jornalismo é calar a própria sociedade.

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul


 

ONDE ESTAMOS

QUEM SOMOS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) é uma entidade representativa da categoria em âmbito estadual, com exceção de 25 cidades localizadas na região Sul do estado, sob domínio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados (Sinjorgran). O SindJor-MS está registrado sob o CNPJ nº 15.570.575 0001/17

Horário de atendimento presencial: De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Atendemos pelo e-mail sindicatojorms@gmail.com.

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