sexta-feira, 11 de setembro de 2026

SindJor-MS reforça importância da segurança de jornalistas durante coberturas de temporais


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) reforça a necessidade de que empresas jornalísticas adotem medidas de segurança para proteger profissionais que atuam em coberturas de temporais, chuvas intensas, alagamentos, vendavais e outras situações que ofereçam risco à integridade física das equipes.

Repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e motoristas frequentemente precisam deixar as redações e acompanhar os acontecimentos diretamente nos locais afetados. No entanto, a necessidade de informar a população não pode significar a exposição dos trabalhadores a situações perigosas.

Entre as medidas que devem ser adotadas pelas empresas está o forecimento dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados aos riscos da atividade como capa de chuva e galochas, além de orientação sobre seu uso e de protocolos para deslocamento e atuação das equipes em áreas de risco.

O SindJor-MS também chama a atenção para situações recorrentes durante temporais, como alagamentos, queda de árvores, estruturas danificadas, fios elétricos, enxurradas e vias interditadas. A recomendação é que os profissionais não sejam orientados ou pressionados a entrar em áreas que possam colocar sua segurança em risco em busca de imagens, entrevistas ou entradas ao vivo.

Segurança deve vir antes da pauta

A entidade orienta que, antes de uma equipe ser enviada para uma área atingida por temporal, sejam avaliadas as condições de acesso, os riscos existentes e a possibilidade de retirada segura dos profissionais.

Quando não houver condições adequadas, a entrevista pode ser realizada em outro ponto, por telefone ou por outros meios disponíveis. A prioridade deve ser preservar a integridade dos trabalhadores.

“A imprensa precisa estar onde a notícia acontece, mas isso não significa colocar o jornalista em perigo. Nenhuma imagem, entrevista ou entrada ao vivo vale o risco de um acidente”, reforça a presidente do SindJor-MS, Suelen Morales.

O Sindicato também destaca que a responsabilidade pela segurança no trabalho não deve ser transferida ao profissional. Cabe às empresas adotar medidas de prevenção, fornecer os equipamentos necessários e orientar suas equipes sobre os procedimentos adequados para cada situação.

Orientação às equipes

Durante temporais, o SindJor-MS recomenda que os profissionais:

- evitem atravessar áreas alagadas ou com correnteza;

- mantenham distância de fios elétricos, postes, árvores e estruturas comprometidas;

- procurem locais seguros para realizar entrevistas e entradas ao vivo;

- sigam orientações das autoridades e equipes de emergência;

- comuniquem à chefia situações que ofereçam risco;

- não assumam riscos desnecessários para obter imagens ou informações.

Jornalismo responsável também significa cuidar de quem está na linha de frente para levar informação à sociedade.


SindJor-MS | Gestão Aurora – Vozes do Jornalismo

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA PLENÁRIA EXTRAORDINÁRIA DA DIRETORIA EXECUTIVA

 



EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA PLENÁRIA EXTRAORDINÁRIA DA DIRETORIA EXECUTIVA

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS), no uso das atribuições previstas no Estatuto da entidade, especialmente nos artigos 23, 24, 25 e 28, convoca os membros da gestão Aurora - Vozes do Jornalismo, mandato 2026–2029, para Plenária Extraordinária da Diretoria Executiva, a ser realizada nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, às 20h (Horário de MS), virtualmente pela plataforma ZOOM, para discussão e deliberação da seguinte ordem do dia:

1. Contratação de assessoria jurídica: discussão e deliberação sobre a contratação de prestador de serviços para assessoria jurídica do Sindjor-MS;

2. Regularização de débitos de filiados: discussão e deliberação sobre a criação de Plano Especial de Regularização de Débitos destinado aos filiados inadimplentes, incluindo condições de negociação, pagamento e regularização, observadas as disposições estatutárias;

3. Organização interna da gestão Aurora: alinhamento das funções, atribuições, responsabilidades e fluxos de trabalho dos diretores e demais integrantes da gestão, respeitadas as competências estabelecidas pelo Estatuto do Sindjor-MS;

4. Planejamento de eventos e ações para ampliação do quadro de filiados: apresentação de propostas e do calendário de eventos do Sindjor-MS;

5. sugestões de cursos e demais ações voltadas à aproximação com a categoria e à ampliação do número de filiados, além da organização da posse da gestão Aurora - Vozes do Jornalismo e da festa de aniversário do Sindicato.

6. Prestação de contas do primeiro mês de posse.

7. Encaminhamentos decorrentes das deliberações.


Nos termos do artigo 23, §3º, do Estatuto do Sindjor-MS, o quórum mínimo para instalação da Plenária é de 30% dos membros da Diretoria Executiva.


Campo Grande (MS), 10 de setembro de 2026.


Suelen Morales

Presidenta do Sindjor-MS

Gestão Aurora - Vozes do Jornalismo

2026–2029

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Governo Federal disponibiliza Guia De Proteção a Jornalistas no Período Eleitoral

 

O Governo Federal disponibilizou o “Guia Como agir diante da violência contra jornalistas e comunicadores no período eleitoral", elaborado pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores, coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça - SENAJUS/MJSP. 

O material tem como objetivo orientar profissionais de imprensa sobre providências imediatas, preservação de provas e acionamento dos canais institucionais adequados diante de situações de violência durante a cobertura eleitoral. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com a liberdade de imprensa e o direito à informação, pilares essenciais para a integridade da democracia. 

O guia detalha procedimentos para registro de ocorrências, incluindo a necessidade de relatar o contexto profissional e eleitoral da violência, bem como preservar evidências como imagens, mensagens, metadados e dados de testemunhas. Além disso, a publicação apresenta canais de encaminhamento, como a Polícia Civil, o Ministério Público Eleitoral, o Fala.BR – Observatório da Violência contra Jornalistas, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e entidades profissionais. O material também aborda modalidades específicas de agressão, como ataques digitais coordenados, assédio judicial e impedimento de cobertura, com orientações práticas para cada caso. 

A elaboração do guia contou com a participação do MJSP, da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência - SPDIGI/SECOM/PR, além de entidades como FENAJ, ABERT, ABI, ABRAJI e órgãos convidados como Tribunal Superior Eleitoral, Conselho Nacional de Justiça, Ministério de Direitos Humanos e Cidadania e Defensoria Pública da União. O material, de caráter informativo e prático, não substitui a análise concreta das autoridades competentes, mas oferece um roteiro seguro para que jornalistas e comunicadores possam reagir com rapidez e eficácia diante de qualquer forma de violência, reafirmando que nenhuma agressão deve ser naturalizada como custo da cobertura eleitoral. 



Para ler o guia, CLICK AQUI.


sábado, 29 de agosto de 2026

Mulheres ocupam metade das vagas de emprego formal no Jornalismo, mas desigualdade salarial persiste

 As mulheres já representam metade dos profissionais do jornalismo com carteira assinada no Brasil. Em 2025, eram 25.184 mulheres entre os 50.330 vínculos formais registrados em funções do jornalismo, o equivalente a 50% da categoria. A igualdade numérica, entretanto, não se traduz completamente em igualdade salarial.

A remuneração média dos homens empregados formalmente em funções do jornalismo foi de R$ 7.005,37 em 2025, enquanto a das mulheres ficou em R$ 6.934,11. A diferença é de R$ 71,26 por mês, ou aproximadamente 1%. A remuneração média geral da categoria foi de R$ 6.969,71.

Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), e fazem parte do estudo que traça o perfil dos jornalistas no mercado formal brasileiro, realizado para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

A participação feminina não é recente nem pontual. Segundo o levantamento, a presença das mulheres no jornalismo formal permanece relativamente estável há anos, oscilando entre 49% e 51% dos vínculos desde 2006. Em 2025, portanto, mulheres e homens praticamente dividiam igualmente os postos formais da categoria.

Embora a diferença salarial média entre gêneros seja relativamente pequena quando considerados todos os vínculos, a análise por função revela desigualdades muito mais expressivas — especialmente nas posições de maior responsabilidade.


Diferença chega a 40% na direção de redação

O caso mais significativo identificado pelo Dieese está justamente em uma função de chefia: diretor(a) de redação. Em 2025, os homens que ocupavam essa função recebiam, em média, R$ 13.767,68, enquanto as mulheres tinham remuneração média de R$ 8.288,92. Na prática, as mulheres recebiam cerca de 60% do valor pago aos homens, uma diferença de aproximadamente 40%.

O contraste chama atenção porque ocorre justamente em uma posição de comando dentro das estruturas jornalísticas. O dado indica que a presença feminina na categoria não significa, necessariamente, igualdade no acesso às posições de maior remuneração e poder.

Na ocupação de jornalista, que reunia 10.438 vínculos, as mulheres eram maioria: 5.956, contra 4.482 homens. Apesar disso, a remuneração média delas ficou ligeiramente abaixo da masculina: R$ 10.110,81, contra R$ 10.187,61.

O mesmo ocorre entre os revisores de texto, outra função majoritariamente feminina. Eram 2.279 mulheres e 858 homens, mas a remuneração média feminina era de R$ 4.657,37, inferior aos R$ 5.253,15 recebidos pelos homens.


Mulheres são maioria em algumas das principais funções

Os dados mostram que a presença feminina é particularmente expressiva em algumas ocupações. Na função de jornalista, as mulheres representam aproximadamente 57% dos vínculos: 5.956 profissionais contra 4.482 homens. Já entre revisores de texto, elas são quase 73% da força de trabalho: 2.279 mulheres contra 858 homens.

Também há predominância feminina entre produtores de texto — 918 mulheres contra 625 homens — e redatores de textos técnicos — 1.157 mulheres contra 779 homens. A presença das mulheres, portanto, não está restrita às funções tradicionalmente associadas à produção de conteúdo. Elas estão espalhadas por diferentes áreas do jornalismo e, em algumas delas, já são maioria.

Para a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, os dados mostram que a presença crescente das mulheres no jornalismo não foi acompanhada, na mesma medida, pela garantia de igualdade nas condições de trabalho.

“As mulheres já representam metade dos jornalistas com vínculo formal no Brasil. É uma conquista importante, mas os números mostram que ainda estamos longe de uma igualdade efetiva. A diferença salarial média pode parecer pequena quando olhamos o conjunto da categoria, mas, quando observamos determinadas funções, especialmente os cargos de chefia, a desigualdade se torna muito mais evidente.”

Para a dirigente sindical, o desafio passa também pelo combate às estruturas que dificultam a ascensão profissional das mulheres.

“Não basta que as mulheres estejam nas redações, nas assessorias e nos demais espaços de trabalho. É preciso garantir que elas tenham as mesmas oportunidades de crescimento, remuneração e acesso aos cargos de decisão. A valorização do jornalismo passa necessariamente pela valorização das mulheres jornalistas.”

Quando a igualdade aparece — e quando desaparece

O levantamento do Dieese mostra que a desigualdade salarial entre homens e mulheres não ocorre da mesma maneira em todas as ocupações. Em algumas funções, as mulheres recebem mais que os homens. É o caso dos assessores de imprensa, das âncoras de rádio e televisão e dos comentaristas de rádio e televisão. Entre os âncoras, por exemplo, a remuneração média feminina foi de R$ 9.688,64, contra R$ 8.834,66 dos homens.

Em outras, entretanto, a diferença favorece significativamente os homens. Além da direção de redação, há disparidades entre repórteres fotográficos, revisores de texto e algumas funções editoriais.

Por isso, a média geral de apenas 1% de diferença precisa ser lida com cautela. Ela é resultado da composição de diferentes ocupações, níveis de responsabilidade e estruturas salariais. Quando os dados são abertos por função, as desigualdades se tornam muito mais visíveis.

Presença em espaços de organização

A secretária de Gênero, Raça e Etnia da FENAJ, Germana McGregor, chama atenção para o fato da presença das mulheres no jornalismo necessitar também ser refletida nos espaços de organização e decisão da categoria.

“Precisamos ampliar a participação das mulheres nas direções dos sindicatos e nas entidades de representação profissional, mas também fortalecer a auto-organização das jornalistas, por meio de coletivos, grupos de mulheres e espaços permanentes de debate e construção política.”


Para Germana, quando as mulheres se organizam, conseguem identificar problemas que muitas vezes permanecem invisíveis nas estruturas tradicionais e construir estratégias coletivas para enfrentá-los. “A auto-organização é fundamental para que as jornalistas tenham voz ativa na definição das pautas do movimento sindical e para que questões como desigualdade salarial, assédio, violência, condições de trabalho e participação nos espaços de poder sejam tratadas como prioridades”, afirma.


“Precisamos ter mulheres ocupando os espaços onde as decisões são tomadas, formulando políticas para a categoria e construindo coletivamente as mudanças que queremos. A organização das mulheres jornalistas é uma ferramenta de transformação do próprio movimento sindical.”




 

ONDE ESTAMOS

QUEM SOMOS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) é uma entidade representativa da categoria em âmbito estadual, com exceção de 25 cidades localizadas na região Sul do estado, sob domínio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados (Sinjorgran). O SindJor-MS está registrado sob o CNPJ nº 15.570.575 0001/17

Horário de atendimento presencial: De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Atendemos pelo e-mail sindicatojorms@gmail.com.

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