segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Chapa Aurora vence eleição do Sindjor-MS e faz história com gestão formada só por mulheres

Com 49 votos, nova diretoria é eleita com a proposta de ampliar a participação da categoria, fortalecer a representatividade e aproximar o sindicato dos jornalistas




A Chapa Aurora – Vozes do Jornalismo foi eleita neste sábado (15) para comandar o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) no período de agosto de 2026 a agosto de 2029. Com 49 votos, a eleição marca um momento inédito na história da entidade: pela primeira vez, uma chapa formada exclusivamente por mulheres assume a direção do sindicato com a escolha direta da categoria.

Encabeçada pela jornalista Suelen Morales, a Aurora foi a única chapa inscrita no pleito. Mesmo com candidatura única, a votação representou a participação dos jornalistas aptos a votar e confirmou a nova diretoria para o próximo mandato. Para a presidente eleita, cada voto representa mais do que a escolha de uma chapa.

“Hoje, cada voto depositado na urna tem um significado muito maior do que a escolha de uma chapa. Mesmo em uma eleição com chapa única, cada voto representa confiança, participação e, acima de tudo, a consciência de que a democracia se constrói quando exercemos o nosso direito de participar”, afirmou Suelen Morales.

A nova presidente também destacou o legado deixado pela gestão anterior, comandada por Walter Gonçalves, e afirmou que a Aurora pretende dar continuidade à história do sindicato, mas com foco nos desafios atuais da categoria.

“O Walter dedicou anos de sua vida ao Sindjor-MS, esteve presente nas discussões, nas mobilizações e nas lutas da nossa categoria e da sociedade sul-mato-grossense. Deixa um legado de participação, diálogo, coletividade e, principalmente, de compromisso com o jornalismo”, disse.

Segundo Suelen, a nova gestão terá como prioridade aproximar o sindicato dos jornalistas e ampliar a participação da categoria. “Agora é a nossa vez de assumir essa responsabilidade. De aproximar novamente o sindicato das redações e dos jornalistas, fortalecer a nossa representatividade, ampliar o diálogo, defender condições dignas de trabalho e fazer com que cada profissional entenda que o Sindjor-MS é a sua casa e que nenhuma luta precisa ser enfrentada individualmente”, afirmou.

A presidente eleita também reforçou que a proposta da Aurora é construir uma entidade aberta à participação de toda a categoria.

“Não queremos construir um sindicato de poucas pessoas. Queremos construir um sindicato de todos e todas, porque nenhuma diretoria, sozinha, é capaz de transformar uma categoria. Precisamos caminhar juntos”, destacou.

Mulheres à frente do sindicato

Formada por 20 mulheres jornalistas, a Chapa Aurora chega à direção com a proposta de fortalecer a representatividade feminina e, ao mesmo tempo, atuar em defesa de todos os profissionais do jornalismo em Mato Grosso do Sul.

Diretora de Finanças eleita, Rayani Santa Cruz destacou a importância de ampliar o olhar do sindicato para as dificuldades enfrentadas pelas mulheres jornalistas.

“Fazer parte desse coletivo me inspirou a lutar pelas mulheres jornalistas do MS. Apesar de sermos maioria a desigualdade é imensa. Acredito que fortalecer a categoria, dar suporte as mães solo, acolhimento e exigir que os direitos sejam cumpridos é fundamental”, afirmou.

Entre as propostas da nova gestão estão a reorganização administrativa do sindicato, modernização dos canais de comunicação, atualização do estatuto, ampliação do número de filiados e prestação de contas periódica.

A Aurora também pretende promover visitas às redações, aproximar o sindicato dos jornalistas do interior, assessores de imprensa, freelancers e estudantes de Jornalismo, além de criar novos convênios e realizar ações de capacitação, seminários, oficinas e eventos voltados à valorização profissional.

Novo amanhecer

O nome da chapa, segundo Suelen, representa justamente o momento de renovação vivido pelo Sindjor-MS.

“O nome Aurora nunca foi por acaso. Aurora significa o começo de um novo dia. E é isso que esperamos construir a partir de hoje: um novo amanhecer para o jornalismo sul-mato-grossense, sem apagar a história de quem veio antes de nós, mas honrando essa história e tendo coragem para escrever os próximos capítulos”, declarou.

Ao encerrar sua fala após a eleição, a nova presidente agradeceu aos jornalistas que participaram da votação e às integrantes da chapa.

“A partir de agora, a Aurora não é apenas uma chapa. É um compromisso. E esse compromisso é de todos nós. Viva o jornalismo. Viva os jornalistas. E viva o Sindjor-MS!”, finalizou Suelen.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Sindjor MS assina Acordo Coletivo de Trabalho com o jornal Correio do Estado

 


Agora, são cinco Acordos fechados, em um total de sete empresas, dentro da data-base de 1º de maio, ACT 2026-2027

 

 

A direção do jornal Correio do Estado aceitou a proposta do Sindjor MS e dos jornalistas da empresa ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026-2027, data-base de 1º de maio, e concederá reajuste salarial, da ordem de 4,39%, que foi a inflação acumulada nos 12 meses anteriores à data-base de 1º de maio de 2026, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Sindicato e empresa então, assinaram o Acordo. O índice de 4,39%, também reajustará o valor atual do Tíket Alimentação. A empresa, pagará ainda o retroativo do aumento salarial e do Tíket a 1º de maio deste ano.

Durante as negociações a empresa, alegando dificuldades de caixa, sinalizou que não daria aumento salarial aos jornalistas, em 2026. Entretanto, após ponderações do Sindjor MS e dos jornalistas, por meio de uma carta-proposta, a direção do Correio do Estado, resolveu então, conceder pelo menos a reposição inflacionária do período. Com a assinatura desse Acordo, agora são cinco veículos, das sete empresas que fazem parte dessa data-base, a fecharem Acordos com o Sindjor MS. Os outros quatro Acordos assinados foram com: Grupo Rede MS Record. O reajuste salarial foi da ordem de 5% para todos os jornalistas do Grupo, com aumento real de 0,61% acima da inflação de 4,39% do IPCA; o Grupo O Estado MS (5,45% de reajuste no salário inicial, e 5% para as demais faixas salariais da redação, com ganho real de 1,06% e 0,61% respectivamente); o Grupo TV Morena (reajuste de 4,39%), e o Portal Midiamax (reajuste de 4,39%). Já os outros dois veículos de comunicação que contratam com o sindicato - TVs SBT-MS e Guanandi - as negociações ainda estão em andamento.

 

Data-base de 1º de janeiro

Já na data-base de 1º de janeiro de 2026, em que há somente um veículo, o Portal Campo Grande News, o reajuste concedido aos jornalistas do veículo, também no ACT 2026-2027, foi da ordem de 7%, com ganho real de 2,74%, acima da inflação acumulada do INPC que foi de 4,26%, nos 12 meses anteriores à data-base de 1º de janeiro deste ano, e que já vem sendo pago. Porém, o referido Acordo 2026-2027, não foi assinado até agora, uma vez que a empresa insiste em inserir no ACT, duas cláusulas nocivas aos jornalistas, com as quais nem a categoria e nem o Sindjor MS concordam, por serem ilegais. O Sindjor MS então, ingressou com pedido de mesa de negociação junto à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, que agendou a reunião entre as partes, para o dia 13 de agosto, às 14h30, na sede da Superintendência. 

 

Sindjor MS, na luta pela categoria dos jornalistas!

“A notícia vale. Quem a produz também”

 

 


Conselho de Comunicação aprova realização de estudo para aperfeiçoar regras sobre comunicação pública em período eleitoral


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Brasília (DF), 24/10/2023, Totem na fachada da EBC, com a nova logo marca, que fica na entrada da Empresa

Brasil de Comunicação, localizado no Venâncio Shopping em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 

O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional aprovou nesta segunda-feira (3/08), durante a 13ª Reunião Ordinária de 2026, requerimento que determina a realização de um estudo sobre os impactos da legislação eleitoral na comunicação pública brasileira. A proposta busca esclarecer o alcance das vedações previstas no artigo 73, inciso VI, alínea “b”, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) em relação ao conteúdo jornalístico produzido por empresas públicas de comunicação.

O requerimento foi apresentado pelas conselheiras e conselheiros Caio Loures, Fernando Cabral, Paulo Zocchi, Ramênia Vieira, Rita Freire e Samira de Castro e prevê a elaboração de um parecer conclusivo com recomendações ao Congresso Nacional para o aperfeiçoamento da legislação antes dos próximos pleitos eleitorais.

Entre os pontos que serão analisados estão a interpretação da legislação eleitoral em conjunto com os dispositivos constitucionais que asseguram a liberdade de imprensa, a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal de comunicação e o papel do Conselho de Comunicação Social. O estudo também deverá examinar a necessidade de aperfeiçoar a legislação para deixar explícita a distinção entre publicidade institucional — sujeita às restrições eleitorais — e o conteúdo jornalístico produzido pelas empresas públicas de comunicação.

Outro aspecto previsto no requerimento é a análise da conveniência de formulação de consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema, bem como a avaliação de mecanismos de governança e controle social capazes de garantir a autonomia editorial da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), inclusive a partir da experiência internacional das emissoras públicas em períodos eleitorais.

Na justificativa, os autores lembram que, em 2 de julho de 2026, a EBC retirou do ar, de forma temporária, o acervo jornalístico digital publicado desde janeiro de 2023 em seus veículos — Agência Brasil, TV Brasil, Rádio Nacional e Radioagência Nacional — sob o entendimento de que a medida seria necessária para cumprir as vedações previstas na legislação eleitoral. O episódio motivou debate durante audiência pública realizada pelo próprio CCS em julho, e evidenciou a necessidade de maior segurança jurídica sobre a aplicação das normas eleitorais à comunicação pública.

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“Jornalismo público não é publicidade governamental. Confundir essas duas atividades significa desconsiderar a missão constitucional da comunicação pública e colocar em risco o direito da população à informação. A retirada de cerca de 180 mil conteúdos jornalísticos dos veículos da EBC, dos quais apenas 5,5% foram restabelecidos manualmente, segundo informações da própria empresa, atenta contra o direito de acesso à informação da sociedade brasileira e cria um precedente extremamente preocupante para a democracia”, afirma a conselheira Samira de Castro, reprsentantes da categoria dos jornalistas no CCS.

“É necessário aperfeiçoar a legislação e garantir segurança jurídica à comunicação pública, sem comprometer sua autonomia editorial nem o direito dos cidadãos de acessar informações de interesse público”, reforça Samira de Castro, que é presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

“A Constituição e a Lei da EBC deixam claro que comunicação pública existe para servir à sociedade, não ao governo de plantão. Isso reforça o argumento central nesse debate de que jornalismo público não se confunde com propaganda institucional”, destaca a conselheira.

O requerimento ressalta que o estudo terá caráter estritamente normativo e prospectivo, sem emitir qualquer juízo sobre casos submetidos ao Poder Judiciário. O objetivo é oferecer subsídios ao Congresso Nacional para o aperfeiçoamento do marco legal, garantindo, simultaneamente, o respeito às regras eleitorais, a autonomia editorial dos veículos públicos de comunicação e o direito da sociedade à informação.

O parecer deverá ser apresentado ao plenário do Conselho na próxima reunião ordinária, conforme previsto no Regimento Interno do CCS.

https://fenaj.org.br/conselho-de-comunicacao-aprova-realizacao-de-estudo-para-aperfeicoar-regras-sobre-comunicacao-publica-em-periodo-eleitoral/

 

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ONDE ESTAMOS

QUEM SOMOS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) é uma entidade representativa da categoria em âmbito estadual, com exceção de 25 cidades localizadas na região Sul do estado, sob domínio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados (Sinjorgran). O SindJor-MS está registrado sob o CNPJ nº 15.570.575 0001/17

Horário de atendimento presencial: De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Atendemos pelo e-mail sindicatojorms@gmail.com.

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