sexta-feira, 19 de junho de 2026

Sindjor MS fecha primeiro Acordo Salarial das negociações de 2026, e com ganho real

 


Foi com o Grupo O Estado MS; aumento foi de 5,45% no salário inicial (1,06% acima da inflação), e 5% para as demais faixas salariais (0,61% de ganho real)

 

O Sindjor MS assinou nesta sexta-feira, 19 de junho, o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026-2027, das negociações salariais de 2026, em curso, na data-base de 1º de maio, que conta com sete veículos. O Acordo assinado foi com o Grupo O Estado MS, com o reajuste salarial de 5,45% no salário inicial. Isso representa um aumento real 1,06% acima da inflação acumulada, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dos 12 meses anteriores à data-base de 1º de maio deste ano, que foi de 4,39%. Para as demais faixas salariais do Grupo O Estado MS, o reajuste foi da ordem de 5% ou 0,61% de ganho real. E, dentro das negociações, ficou aberta a possibilidade de a empresa e o sindicato, reabrirem as tratativas em novembro próximo, para uma melhoria no índice de reajuste salarial, e concessão de benefícios aos jornalistas, como Plano de Saúde, por exemplo. Em novembro, após as eleições, governo do Estado e prefeituras, já poderão liberar verbas para divulgação de seus atos, nos veículos de comunicação.

O Sindjor MS segue negociando com as seis outras empresas jornalísticas dessa data-base, e tenta melhorar as contrapropostas patronais, para que haja ganho real de salário nos reajustes em negociação, como forma de valorizar os profissionais, responsáveis pela qualidade das informações divulgadas por esses veículos, dentro do tema da Campanha Nacional Salarial Unificada 2026, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e dos 31 sindicatos de Jornalistas do país, que é: “A notícia Vale. Quem a Produz Também”.

Já na data-base de 1º de janeiro, em que há somente um veículo, o Portal Campo Grande News, o reajuste concedido aos jornalistas do veículo, no ACT 2026-2027, foi da ordem de 7%, com ganho real de 2,74%, acima da inflação acumulada do INPC que foi de 4,26%, nos 12 meses anteriores à data-base de 1º de janeiro deste ano, e que vem sendo pago. Porém, o referido Acordo 2026-2027, não foi assinado até agora, uma vez que a empresa insiste em inserir no ACT, duas cláusulas nocivas aos jornalistas, com as quais nem a categoria e nem o Sindjor MS concordam, por serem ilegais. O Sindjor MS então, ingressou com pedido de mesa de negociação junto à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, e aguarda a data a ser marcada pelo órgão, para tratar do tema.

 

Sindjor MS


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Não há jornalismo independente forte sem jornalistas valorizados!


Carta aberta da FENAJ e de 31 Sindicatos de Jornalistas Profissionais do país


Não é uma informação nova o fato de que vivemos em um país marcado por uma histórica e injusta concentração dos meios de comunicação. Durante décadas, um pequeno grupo de empresas limitou a pluralidade de vozes, enquadrou o debate público a partir de interesses particulares e restringiu o acesso da sociedade a informações verdadeiramente diversas.

O surgimento e a consolidação de veículos independentes, alternativos, populares e progressistas representam, portanto, uma conquista democrática de enorme importância. São iniciativas que ampliam o pluralismo, revelam pautas invisibilizadas, dão voz a setores historicamente excluídos e contribuem para a construção de um debate público democrático.

Como jornalistas que somos, sabemos bem das dificuldades enfrentadas por esse campo. Temos conhecimento da desigualdade na distribuição das verbas publicitárias, da concentração econômica que beneficia grandes grupos empresariais, da disputa desigual por recursos e da profunda crise de financiamento que afeta o jornalismo em escala global. Não ignoramos os desafios concretos que afetam a sustentabilidade desses projetos.

Compreender essas dificuldades, no entanto, não significa fechar os olhos para problemas que atingem duramente trabalhadores e trabalhadoras empregados nesses veículos. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os 31 Sindicatos de Jornalistas Profissionais atuantes no Brasil têm o dever de representar a categoria em todos os locais de trabalho. Nosso papel implica negociar acordos coletivos, defender empregos e salários, fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista e lutar por melhores condições de trabalho. Cabe-nos também a obrigação de denunciar práticas que precarizam a profissão, enfraquecem direitos e comprometem o futuro do jornalismo em todas as suas dimensões.

Não podemos aceitar a naturalização da pejotização como modelo permanente de contratação. A substituição fraudulenta de vínculos empregatícios por contratos de pessoa jurídica, em desacordo com a legislação trabalhista, precariza as relações de trabalho, enfraquece a proteção social e aprofunda a exploração de uma categoria que, ano após ano, se vê adoecida, sobrecarregada e desprotegida.

Da mesma forma, não podemos relativizar situações de assédio moral, sobrecarga de trabalho, ausência de transparência nas relações profissionais ou qualquer outra prática que já combatemos historicamente nos grandes conglomerados de comunicação. O fato de uma organização possuir uma linha editorial progressista não a isenta de cumprir sua responsabilidade social como empregadora — ao contrário, exige dela coerência.

Quem constrói um veículo de comunicação independente realiza uma tarefa de enorme relevância política e social. Mas, ao mesmo tempo, administra uma organização que depende do trabalho de profissionais. Jornalistas sob contrato são trabalhadoras(es) e não voluntárias(os). Têm deveres e direitos, como assalariadas(os) que são, e não podem abrir mão de garantias trabalhistas em nome de um projeto político ou editorial.

A defesa da democracia, da liberdade de expressão e do direito à informação não pode estar dissociada do respeito à dignidade das relações de trabalho e das condições laborais. Não há contradição maior do que defender direitos na esfera pública e sonegá-los dentro da própria redação.

Porém, infelizmente, o que muitas vezes ocorre é que as direções desses veículos encaram as legítimas reivindicações de seus jornalistas como uma afronta; e, não raro, enxergam o Sindicato de Jornalistas como um estorvo e um adversário, e não como uma entidade que tem como obrigação primeira a plena representação da categoria, de maneira independente.

Na realidade, e é deprimente ter de constatar esse fato, vários desses veículos acabam reproduzindo as piores práticas patronais da mídia empresarial: a pejotização, o assédio moral e a perseguição a dirigentes sindicais.

É legítimo que cada organização avalie seus limites financeiros e suas possibilidades concretas. O que não é legítimo é tentar expandir projetos, ampliar operações ou assumir compromissos que só se sustentam à custa da exploração e da retirada de direitos. A sustentabilidade de um veículo não pode ser construída sobre a precarização daqueles que produzem o jornalismo que é tão valorizado e consumido por um público que deseja alternativas à hegemonia comunicacional dos grandes meios e das big techs.

Este é um momento decisivo para o país. Nos próximos meses, enfrentaremos uma duríssima batalha marcada pela circulação massiva de desinformação, pela disseminação do discurso de ódio, pela ação organizada de estruturas de manipulação digital e pelo avanço de diferentes formas de obscurantismo e negacionismo. O jornalismo é uma das principais barreiras contra isso.

Defender o jornalismo independente, portanto, é fundamental: devemos cobrar soluções concretas para a sustentabilidade do campo, com a regulamentação das grandes plataformas digitais que se apropriam indevidamente do trabalho jornalístico. É urgente a apresentação de políticas públicas que valorizem o jornalismo, sem comprometer sua independência e qualidade.

Mas a defesa das e dos jornalistas que tornam esse jornalismo possível é igualmente indispensável. As reportagens que informam a sociedade, as investigações que revelam o que os poderosos desejam esconder e os conteúdos que ajudam a defender a democracia são produzidos por profissionais que precisam de salários dignos, contratos regulares, direitos garantidos, ambientes de trabalho saudáveis e condições adequadas para exercer sua função. Não haverá futuro para um jornalismo independente forte sem jornalistas valorizados.

Brasília, 17 de junho de 2026

Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

Sindicatos de Jornalistas do Brasil

terça-feira, 16 de junho de 2026

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS JORNALISTAS DO JORNAL ONLINE MIDIAMAX – ACT 2026-2027 – nova resposta da empresa


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor MS) convoca os jornalistas do jornal online Midiamax, para assembleia geral extraordinária, a realizar-se no dia 18 de junho de 2026, quinta-feira, com a primeira chamada, às 19h, e a segunda chamada, às 19h15, na forma de videoconferência. O link será enviado no grupo de WhatSapp dos jornalistas da empresa.

Pauta: Discussão e votação de nova resposta da empresa, ao ACT 2026-2027. A data base é de 1º de maio.

 

 Walter Gonçalves Filho

  Presidente do Sindjor MS

 

Campo Grande, 16 de junho de 2026


sexta-feira, 5 de junho de 2026

EEDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS JORNALISTAS DO JORNAL ONLINE MIDIAMAX – ACT 2026-2027 - CONTRAPROPOSTA DA EMPRESA

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor MS) convoca os jornalistas do jornal online Midiamax, para assembleia geral extraordinária, a realizar-se no dia 8 de junho de 2026, segunda-feira, com a primeira chamada, às 19h15, e a segunda chamada, às 19h30, na forma de videoconferência. O link será enviado no grupo de WhatSapp dos jornalistas da empresa.

Pauta: Discussão e votação de contraproposta salarial da empresa, ao ACT 2026-2027. A data base é de 1º de maio.

 

 Walter Gonçalves Filho

  Presidente do Sindjor MS

 

Campo Grande, 6 de junho de 2026


 

ONDE ESTAMOS

QUEM SOMOS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) é uma entidade representativa da categoria em âmbito estadual, com exceção de 25 cidades localizadas na região Sul do estado, sob domínio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados (Sinjorgran). O SindJor-MS está registrado sob o CNPJ nº 15.570.575 0001/17

Horário de atendimento presencial: De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Atendemos pelo e-mail sindicatojorms@gmail.com.

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