segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Nota de repúdio à intimidação judicial contra o Midiamax e seus jornalistas


A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) manifestam repúdio diante da sucessão de medidas judiciais movidas pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) contra o Midiamax e, individualmente, contra jornalistas do veículo, em razão de reportagens produzidas no exercício profissional e relacionadas a temas de interesse público.

A documentação encaminhada ao Sindjor-MS aponta ao menos 12 processos envolvendo o veículo e seus profissionais, entre ações cíveis e procedimentos criminais relacionados a alegações de calúnia e difamação. A relação apresentada inclui medidas direcionadas nominalmente a jornalistas e outros profissionais ligados ao Midiamax.

A quantidade de medidas, sua concentração em curto período e, sobretudo, o direcionamento de procedimentos contra profissionais que participaram da produção das reportagens despertam preocupação quanto ao potencial uso da judicialização como mecanismo de intimidação e constrangimento do trabalho jornalístico.

Na contestação apresentada em uma das ações, a defesa do Midiamax sustenta que dez procedimentos criminais foram distribuídos em menos de duas semanas, em diferentes Varas Criminais da Comarca de Campo Grande. A defesa argumenta que essa dinâmica faz com que a cobertura jornalística passe a representar um risco pessoal para quem assina as reportagens.

A Fenaj e o Sindjor-MS reconhecem o direito de qualquer cidadão ou instituição de recorrer ao Poder Judiciário quando entender que seus direitos foram violados. O acesso à Justiça, entretanto, deve coexistir com as garantias constitucionais da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão e do direito da sociedade à informação.

O Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento conjunto das ADIs 6.792 e 7.055, estabeleceu parâmetros para o enfrentamento do assédio judicial contra jornalistas e órgãos de imprensa. A tese citada nos documentos apresentados ao Sindicato considera comprometedor da liberdade de expressão o ajuizamento de inúmeras ações sobre os mesmos fatos quando houver intuito ou efeito de constranger jornalistas ou veículos de comunicação, dificultar sua defesa ou torná-la excessivamente onerosa. 

Os documentos encaminhados ao Sindjor-MS indicam ainda que parte das reportagens questionadas judicialmente está relacionada ao acompanhamento de debates ocorridos na Assembleia Legislativa e à utilização de informações constantes em fontes oficiais. Em um dos casos, a defesa sustenta que a reportagem reproduziu declaração feita por parlamentar em sessão legislativa e utilizou dados do Portal da Transparência e do sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral. 

A documentação também registra tentativas de obtenção do posicionamento da Fiems antes da publicação de uma das reportagens questionadas. Segundo a contestação, pedidos de esclarecimentos foram encaminhados a endereços institucionais da entidade, não houve resposta antes da publicação e o texto informou que aguardava manifestação e seria atualizado em caso de retorno. 

Fiscalizar a utilização de recursos públicos, acompanhar debates no Legislativo, investigar possíveis irregularidades, consultar documentos públicos, questionar instituições e dar publicidade a assuntos de interesse coletivo fazem parte da atividade jornalística e são funções essenciais em uma sociedade democrática.

É especialmente preocupante quando o exercício dessas atribuições passa a representar para jornalistas o risco de responder, individualmente e de forma reiterada, a procedimentos judiciais relacionados ao seu trabalho. A liberdade de imprensa não se limita ao direito de publicar: pressupõe condições para que jornalistas possam apurar, perguntar, investigar e informar sem intimidação.

A Fenaj e o Sindjor-MS manifestam solidariedade aos jornalistas do Midiamax atingidos pelas medidas judiciais e reafirmam seu compromisso com a defesa do livre exercício profissional, da liberdade de imprensa e do direito da sociedade à informação.

Jornalismo não é crime. Defender jornalistas é defender a democracia e o direito à informação.


Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS)

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

SindJor-MS reforça importância da segurança de jornalistas durante coberturas de temporais


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) reforça a necessidade de que empresas jornalísticas adotem medidas de segurança para proteger profissionais que atuam em coberturas de temporais, chuvas intensas, alagamentos, vendavais e outras situações que ofereçam risco à integridade física das equipes.

Repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e motoristas frequentemente precisam deixar as redações e acompanhar os acontecimentos diretamente nos locais afetados. No entanto, a necessidade de informar a população não pode significar a exposição dos trabalhadores a situações perigosas.

Entre as medidas que devem ser adotadas pelas empresas está o forecimento dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados aos riscos da atividade como capa de chuva e galochas, além de orientação sobre seu uso e de protocolos para deslocamento e atuação das equipes em áreas de risco.

O SindJor-MS também chama a atenção para situações recorrentes durante temporais, como alagamentos, queda de árvores, estruturas danificadas, fios elétricos, enxurradas e vias interditadas. A recomendação é que os profissionais não sejam orientados ou pressionados a entrar em áreas que possam colocar sua segurança em risco em busca de imagens, entrevistas ou entradas ao vivo.

Segurança deve vir antes da pauta

A entidade orienta que, antes de uma equipe ser enviada para uma área atingida por temporal, sejam avaliadas as condições de acesso, os riscos existentes e a possibilidade de retirada segura dos profissionais.

Quando não houver condições adequadas, a entrevista pode ser realizada em outro ponto, por telefone ou por outros meios disponíveis. A prioridade deve ser preservar a integridade dos trabalhadores.

“A imprensa precisa estar onde a notícia acontece, mas isso não significa colocar o jornalista em perigo. Nenhuma imagem, entrevista ou entrada ao vivo vale o risco de um acidente”, reforça a presidente do SindJor-MS, Suelen Morales.

O Sindicato também destaca que a responsabilidade pela segurança no trabalho não deve ser transferida ao profissional. Cabe às empresas adotar medidas de prevenção, fornecer os equipamentos necessários e orientar suas equipes sobre os procedimentos adequados para cada situação.

Orientação às equipes

Durante temporais, o SindJor-MS recomenda que os profissionais:

- evitem atravessar áreas alagadas ou com correnteza;

- mantenham distância de fios elétricos, postes, árvores e estruturas comprometidas;

- procurem locais seguros para realizar entrevistas e entradas ao vivo;

- sigam orientações das autoridades e equipes de emergência;

- comuniquem à chefia situações que ofereçam risco;

- não assumam riscos desnecessários para obter imagens ou informações.

Jornalismo responsável também significa cuidar de quem está na linha de frente para levar informação à sociedade.


SindJor-MS | Gestão Aurora – Vozes do Jornalismo

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA PLENÁRIA EXTRAORDINÁRIA DA DIRETORIA EXECUTIVA

 



EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA PLENÁRIA EXTRAORDINÁRIA DA DIRETORIA EXECUTIVA

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS), no uso das atribuições previstas no Estatuto da entidade, especialmente nos artigos 23, 24, 25 e 28, convoca os membros da gestão Aurora - Vozes do Jornalismo, mandato 2026–2029, para Plenária Extraordinária da Diretoria Executiva, a ser realizada nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, às 20h (Horário de MS), virtualmente pela plataforma ZOOM, para discussão e deliberação da seguinte ordem do dia:

1. Contratação de assessoria jurídica: discussão e deliberação sobre a contratação de prestador de serviços para assessoria jurídica do Sindjor-MS;

2. Regularização de débitos de filiados: discussão e deliberação sobre a criação de Plano Especial de Regularização de Débitos destinado aos filiados inadimplentes, incluindo condições de negociação, pagamento e regularização, observadas as disposições estatutárias;

3. Organização interna da gestão Aurora: alinhamento das funções, atribuições, responsabilidades e fluxos de trabalho dos diretores e demais integrantes da gestão, respeitadas as competências estabelecidas pelo Estatuto do Sindjor-MS;

4. Planejamento de eventos e ações para ampliação do quadro de filiados: apresentação de propostas e do calendário de eventos do Sindjor-MS;

5. sugestões de cursos e demais ações voltadas à aproximação com a categoria e à ampliação do número de filiados, além da organização da posse da gestão Aurora - Vozes do Jornalismo e da festa de aniversário do Sindicato.

6. Prestação de contas do primeiro mês de posse.

7. Encaminhamentos decorrentes das deliberações.


Nos termos do artigo 23, §3º, do Estatuto do Sindjor-MS, o quórum mínimo para instalação da Plenária é de 30% dos membros da Diretoria Executiva.


Campo Grande (MS), 10 de setembro de 2026.


Suelen Morales

Presidenta do Sindjor-MS

Gestão Aurora - Vozes do Jornalismo

2026–2029

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Governo Federal disponibiliza Guia De Proteção a Jornalistas no Período Eleitoral

 

O Governo Federal disponibilizou o “Guia Como agir diante da violência contra jornalistas e comunicadores no período eleitoral", elaborado pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores, coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça - SENAJUS/MJSP. 

O material tem como objetivo orientar profissionais de imprensa sobre providências imediatas, preservação de provas e acionamento dos canais institucionais adequados diante de situações de violência durante a cobertura eleitoral. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com a liberdade de imprensa e o direito à informação, pilares essenciais para a integridade da democracia. 

O guia detalha procedimentos para registro de ocorrências, incluindo a necessidade de relatar o contexto profissional e eleitoral da violência, bem como preservar evidências como imagens, mensagens, metadados e dados de testemunhas. Além disso, a publicação apresenta canais de encaminhamento, como a Polícia Civil, o Ministério Público Eleitoral, o Fala.BR – Observatório da Violência contra Jornalistas, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e entidades profissionais. O material também aborda modalidades específicas de agressão, como ataques digitais coordenados, assédio judicial e impedimento de cobertura, com orientações práticas para cada caso. 

A elaboração do guia contou com a participação do MJSP, da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência - SPDIGI/SECOM/PR, além de entidades como FENAJ, ABERT, ABI, ABRAJI e órgãos convidados como Tribunal Superior Eleitoral, Conselho Nacional de Justiça, Ministério de Direitos Humanos e Cidadania e Defensoria Pública da União. O material, de caráter informativo e prático, não substitui a análise concreta das autoridades competentes, mas oferece um roteiro seguro para que jornalistas e comunicadores possam reagir com rapidez e eficácia diante de qualquer forma de violência, reafirmando que nenhuma agressão deve ser naturalizada como custo da cobertura eleitoral. 



Para ler o guia, CLICK AQUI.


 

ONDE ESTAMOS

QUEM SOMOS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) é uma entidade representativa da categoria em âmbito estadual, com exceção de 25 cidades localizadas na região Sul do estado, sob domínio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados (Sinjorgran). O SindJor-MS está registrado sob o CNPJ nº 15.570.575 0001/17

Horário de atendimento presencial: De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Atendemos pelo e-mail sindicatojorms@gmail.com.

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