quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA PLENÁRIA EXTRAORDINÁRIA DA DIRETORIA EXECUTIVA

 



EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA PLENÁRIA EXTRAORDINÁRIA DA DIRETORIA EXECUTIVA

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS), no uso das atribuições previstas no Estatuto da entidade, especialmente nos artigos 23, 24, 25 e 28, convoca os membros da gestão Aurora - Vozes do Jornalismo, mandato 2026–2029, para Plenária Extraordinária da Diretoria Executiva, a ser realizada nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, às 20h (Horário de MS), virtualmente pela plataforma ZOOM, para discussão e deliberação da seguinte ordem do dia:

1. Contratação de assessoria jurídica: discussão e deliberação sobre a contratação de prestador de serviços para assessoria jurídica do Sindjor-MS;

2. Regularização de débitos de filiados: discussão e deliberação sobre a criação de Plano Especial de Regularização de Débitos destinado aos filiados inadimplentes, incluindo condições de negociação, pagamento e regularização, observadas as disposições estatutárias;

3. Organização interna da gestão Aurora: alinhamento das funções, atribuições, responsabilidades e fluxos de trabalho dos diretores e demais integrantes da gestão, respeitadas as competências estabelecidas pelo Estatuto do Sindjor-MS;

4. Planejamento de eventos e ações para ampliação do quadro de filiados: apresentação de propostas e do calendário de eventos do Sindjor-MS;

5. sugestões de cursos e demais ações voltadas à aproximação com a categoria e à ampliação do número de filiados, além da organização da posse da gestão Aurora - Vozes do Jornalismo e da festa de aniversário do Sindicato.

6. Prestação de contas do primeiro mês de posse.

7. Encaminhamentos decorrentes das deliberações.


Nos termos do artigo 23, §3º, do Estatuto do Sindjor-MS, o quórum mínimo para instalação da Plenária é de 30% dos membros da Diretoria Executiva.


Campo Grande (MS), 10 de setembro de 2026.


Suelen Morales

Presidenta do Sindjor-MS

Gestão Aurora - Vozes do Jornalismo

2026–2029

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Governo Federal disponibiliza Guia De Proteção a Jornalistas no Período Eleitoral

 

O Governo Federal disponibilizou o “Guia Como agir diante da violência contra jornalistas e comunicadores no período eleitoral", elaborado pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores, coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça - SENAJUS/MJSP. 

O material tem como objetivo orientar profissionais de imprensa sobre providências imediatas, preservação de provas e acionamento dos canais institucionais adequados diante de situações de violência durante a cobertura eleitoral. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com a liberdade de imprensa e o direito à informação, pilares essenciais para a integridade da democracia. 

O guia detalha procedimentos para registro de ocorrências, incluindo a necessidade de relatar o contexto profissional e eleitoral da violência, bem como preservar evidências como imagens, mensagens, metadados e dados de testemunhas. Além disso, a publicação apresenta canais de encaminhamento, como a Polícia Civil, o Ministério Público Eleitoral, o Fala.BR – Observatório da Violência contra Jornalistas, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e entidades profissionais. O material também aborda modalidades específicas de agressão, como ataques digitais coordenados, assédio judicial e impedimento de cobertura, com orientações práticas para cada caso. 

A elaboração do guia contou com a participação do MJSP, da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência - SPDIGI/SECOM/PR, além de entidades como FENAJ, ABERT, ABI, ABRAJI e órgãos convidados como Tribunal Superior Eleitoral, Conselho Nacional de Justiça, Ministério de Direitos Humanos e Cidadania e Defensoria Pública da União. O material, de caráter informativo e prático, não substitui a análise concreta das autoridades competentes, mas oferece um roteiro seguro para que jornalistas e comunicadores possam reagir com rapidez e eficácia diante de qualquer forma de violência, reafirmando que nenhuma agressão deve ser naturalizada como custo da cobertura eleitoral. 



Para ler o guia, CLICK AQUI.


sábado, 29 de agosto de 2026

Mulheres ocupam metade das vagas de emprego formal no Jornalismo, mas desigualdade salarial persiste

 As mulheres já representam metade dos profissionais do jornalismo com carteira assinada no Brasil. Em 2025, eram 25.184 mulheres entre os 50.330 vínculos formais registrados em funções do jornalismo, o equivalente a 50% da categoria. A igualdade numérica, entretanto, não se traduz completamente em igualdade salarial.

A remuneração média dos homens empregados formalmente em funções do jornalismo foi de R$ 7.005,37 em 2025, enquanto a das mulheres ficou em R$ 6.934,11. A diferença é de R$ 71,26 por mês, ou aproximadamente 1%. A remuneração média geral da categoria foi de R$ 6.969,71.

Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), e fazem parte do estudo que traça o perfil dos jornalistas no mercado formal brasileiro, realizado para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

A participação feminina não é recente nem pontual. Segundo o levantamento, a presença das mulheres no jornalismo formal permanece relativamente estável há anos, oscilando entre 49% e 51% dos vínculos desde 2006. Em 2025, portanto, mulheres e homens praticamente dividiam igualmente os postos formais da categoria.

Embora a diferença salarial média entre gêneros seja relativamente pequena quando considerados todos os vínculos, a análise por função revela desigualdades muito mais expressivas — especialmente nas posições de maior responsabilidade.


Diferença chega a 40% na direção de redação

O caso mais significativo identificado pelo Dieese está justamente em uma função de chefia: diretor(a) de redação. Em 2025, os homens que ocupavam essa função recebiam, em média, R$ 13.767,68, enquanto as mulheres tinham remuneração média de R$ 8.288,92. Na prática, as mulheres recebiam cerca de 60% do valor pago aos homens, uma diferença de aproximadamente 40%.

O contraste chama atenção porque ocorre justamente em uma posição de comando dentro das estruturas jornalísticas. O dado indica que a presença feminina na categoria não significa, necessariamente, igualdade no acesso às posições de maior remuneração e poder.

Na ocupação de jornalista, que reunia 10.438 vínculos, as mulheres eram maioria: 5.956, contra 4.482 homens. Apesar disso, a remuneração média delas ficou ligeiramente abaixo da masculina: R$ 10.110,81, contra R$ 10.187,61.

O mesmo ocorre entre os revisores de texto, outra função majoritariamente feminina. Eram 2.279 mulheres e 858 homens, mas a remuneração média feminina era de R$ 4.657,37, inferior aos R$ 5.253,15 recebidos pelos homens.


Mulheres são maioria em algumas das principais funções

Os dados mostram que a presença feminina é particularmente expressiva em algumas ocupações. Na função de jornalista, as mulheres representam aproximadamente 57% dos vínculos: 5.956 profissionais contra 4.482 homens. Já entre revisores de texto, elas são quase 73% da força de trabalho: 2.279 mulheres contra 858 homens.

Também há predominância feminina entre produtores de texto — 918 mulheres contra 625 homens — e redatores de textos técnicos — 1.157 mulheres contra 779 homens. A presença das mulheres, portanto, não está restrita às funções tradicionalmente associadas à produção de conteúdo. Elas estão espalhadas por diferentes áreas do jornalismo e, em algumas delas, já são maioria.

Para a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, os dados mostram que a presença crescente das mulheres no jornalismo não foi acompanhada, na mesma medida, pela garantia de igualdade nas condições de trabalho.

“As mulheres já representam metade dos jornalistas com vínculo formal no Brasil. É uma conquista importante, mas os números mostram que ainda estamos longe de uma igualdade efetiva. A diferença salarial média pode parecer pequena quando olhamos o conjunto da categoria, mas, quando observamos determinadas funções, especialmente os cargos de chefia, a desigualdade se torna muito mais evidente.”

Para a dirigente sindical, o desafio passa também pelo combate às estruturas que dificultam a ascensão profissional das mulheres.

“Não basta que as mulheres estejam nas redações, nas assessorias e nos demais espaços de trabalho. É preciso garantir que elas tenham as mesmas oportunidades de crescimento, remuneração e acesso aos cargos de decisão. A valorização do jornalismo passa necessariamente pela valorização das mulheres jornalistas.”

Quando a igualdade aparece — e quando desaparece

O levantamento do Dieese mostra que a desigualdade salarial entre homens e mulheres não ocorre da mesma maneira em todas as ocupações. Em algumas funções, as mulheres recebem mais que os homens. É o caso dos assessores de imprensa, das âncoras de rádio e televisão e dos comentaristas de rádio e televisão. Entre os âncoras, por exemplo, a remuneração média feminina foi de R$ 9.688,64, contra R$ 8.834,66 dos homens.

Em outras, entretanto, a diferença favorece significativamente os homens. Além da direção de redação, há disparidades entre repórteres fotográficos, revisores de texto e algumas funções editoriais.

Por isso, a média geral de apenas 1% de diferença precisa ser lida com cautela. Ela é resultado da composição de diferentes ocupações, níveis de responsabilidade e estruturas salariais. Quando os dados são abertos por função, as desigualdades se tornam muito mais visíveis.

Presença em espaços de organização

A secretária de Gênero, Raça e Etnia da FENAJ, Germana McGregor, chama atenção para o fato da presença das mulheres no jornalismo necessitar também ser refletida nos espaços de organização e decisão da categoria.

“Precisamos ampliar a participação das mulheres nas direções dos sindicatos e nas entidades de representação profissional, mas também fortalecer a auto-organização das jornalistas, por meio de coletivos, grupos de mulheres e espaços permanentes de debate e construção política.”


Para Germana, quando as mulheres se organizam, conseguem identificar problemas que muitas vezes permanecem invisíveis nas estruturas tradicionais e construir estratégias coletivas para enfrentá-los. “A auto-organização é fundamental para que as jornalistas tenham voz ativa na definição das pautas do movimento sindical e para que questões como desigualdade salarial, assédio, violência, condições de trabalho e participação nos espaços de poder sejam tratadas como prioridades”, afirma.


“Precisamos ter mulheres ocupando os espaços onde as decisões são tomadas, formulando políticas para a categoria e construindo coletivamente as mudanças que queremos. A organização das mulheres jornalistas é uma ferramenta de transformação do próprio movimento sindical.”




sexta-feira, 28 de agosto de 2026

FENAJ entrega memoriais a Flávio Dino e reforça luta pela formação profissional dos jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) entregou nesta sexta-feira (28) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, os três memoriais elaborados pela entidade sobre temas considerados estratégicos para o futuro da profissão e do Jornalismo brasileiro: formação superior em Jornalismo, pejotização no setor de comunicação e os impactos da Lei da Profissão de Multimídia.

A entrega ocorreu pela manhã, na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, onde o ministro participava de atividade com advogados e estudantes de Direito. Representaram a Federação o 1º vice-presidente da FENAJ, Moacy Neves, e a diretora de Mobilização e Negociação Salarial da entidade e presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba), Fernanda Gama. Eles estavam acompanhados por outros dirigentes do Sindicato e da ABI-Bahia.

Na oportunidade, os representantes da categoria reforçaram pessoalmente o pedido de uma nova audiência de Flávio Dino com a direção da FENAJ. A solicitação já está protocolada no gabinete do ministro e pretende aprofundar a discussão sobre os temas apresentados nos memoriais.

O novo encontro ocorre em um momento especialmente importante para uma das principais bandeiras históricas dos jornalistas brasileiros. Flávio Dino defendeu recentemente que o STF volte a discutir a decisão de 2009 que afastou a exigência do diploma de curso superior em Jornalismo para o exercício profissional. A manifestação ocorreu durante sessão da Primeira Turma do Supremo, no último dia 18, e foi acompanhada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Para a FENAJ, a manifestação reforça a necessidade de atualizar um debate realizado há 17 anos, diante das profundas transformações ocorridas desde então no ambiente informacional e no próprio exercício do Jornalismo.

Diálogo desde 2025
A aproximação da Federação com Flávio Dino sobre esses temas não começou agora. Em 19 de fevereiro de 2025, Moacy Neves, então 1º secretário da FENAJ, e Thiago Tanji, à época diretor de Mobilização e Negociação Salarial, foram recebidos pelo ministro em Brasília. A audiência, intermediada pelo deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), tratou justamente de dois assuntos que hoje estão no centro da agenda da Federação junto ao Supremo: a necessidade de retomar a discussão sobre a formação profissional em Jornalismo e o avanço da pejotização e da precarização das relações de trabalho no setor de comunicação.

A partir daquele diálogo, a FENAJ aprofundou os estudos e transformou as reivindicações da categoria em formulações técnicas e jurídicas destinadas a subsidiar a discussão no Supremo. Um dos documentos resultantes desse trabalho, entregues nesta sexta (28) ao ministro, é “Formação Profissional, Integridade Informacional e Democracia na Era da Inteligência Artificial – Reflexões constitucionais sobre o papel da qualificação profissional do jornalista no século XXI”.

O memorial propõe que a questão seja examinada à luz de uma realidade muito diferente daquela existente em 2009. Redes sociais, plataformas digitais, inteligência artificial generativa, deepfakes e desinformação em escala industrial alteraram profundamente a produção e a circulação de conteúdos e trouxeram novos desafios para a identificação da origem, autenticidade e qualidade das informações.

A tese defendida pela Federação parte de uma distinção fundamental, que liberdade de expressão e exercício profissional do Jornalismo não são a mesma coisa. A liberdade de falar, opinar, publicar e produzir conteúdos pertence a todos. Já o exercício profissional do Jornalismo envolve métodos, técnicas, princípios éticos, apuração, verificação, contextualização e responsabilidades específicas.

Para a FENAJ, portanto, discutir novamente a formação superior não significa simplesmente tentar restaurar a realidade existente antes do julgamento de 2009. Significa perguntar, diante dos desafios contemporâneos, quais qualificações devem ser exigidas daqueles que assumem profissionalmente a responsabilidade de produzir informação jornalística de interesse público.

Trabalho e profissão
O segundo memorial entregue a Dino trata de outra questão levada pela Federação ao ministro desde a primeira audiência: a pejotização no setor de comunicação. O documento analisa os impactos da substituição de relações formais de emprego pela contratação de jornalistas como pessoas jurídicas e relaciona as condições em que o trabalho jornalístico é realizado à própria liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação.

A terceira frente surgiu com a aprovação da Lei nº 15.325/2026, que criou a profissão de Multimídia. A FENAJ passou a questionar os efeitos da nova legislação sobre as profissões da comunicação e produziu o memorial “A Lei da Profissão de Multimídia e seus Impactos sobre a Segurança Jurídica das Profissões, a Liberdade de Imprensa e o Direito Fundamental à Informação”.

Os três documentos passaram a compor uma agenda articulada da Federação junto ao Supremo. A FENAJ sustenta que formação profissional, regulamentação e condições dignas de trabalho não são questões exclusivamente corporativas. Para a entidade, os três temas têm relação direta com a qualidade do Jornalismo e, consequentemente, com o direito da sociedade à informação. A própria Federação registra que os memoriais reúnem análises jurídicas e técnicas destinadas a contribuir com a reflexão do STF sobre atividade jornalística, liberdade de imprensa, direito à informação e condições de trabalho.

Debate avança
Desde a primeira audiência com Flávio Dino, a FENAJ ampliou a articulação junto ao Supremo e já apresentou seus memoriais a ministros e gabinetes da Corte, entre eles Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Nunes Marques e a equipe de Gilmar Mendes. No dia 02 de setembro, os documentos serão entregues em audiência ao minsitro Luiz Fux e à Chefia de Gabinete do ministro André Mendonça.

As manifestações recentes dentro do próprio STF dão nova dimensão a esse trabalho. No último dia 18, ao defender a rediscussão da decisão de 2009, Dino afirmou que a dispensa do diploma passou a criar dificuldades inclusive para a análise de casos envolvendo liberdade de imprensa. Alexandre de Moraes também se manifestou favoravelmente à retomada da discussão.

Para a FENAJ, a retomada do tema confirma a importância de manter aberta uma discussão que a entidade vem provocando institucionalmente desde 2023, quando retomou articulações na Câmara para que a PEC que trata do assunto seja votada.

Dezessete anos depois do julgamento do STF, a Federação considera que o país precisa discutir a formação profissional não com os olhos voltados para o passado, mas diante dos desafios presentes e futuros do Jornalismo. Em um ambiente no qual qualquer pessoa – e agora também sistemas de inteligência artificial – pode produzir e distribuir conteúdos em escala, a qualificação de quem assume profissionalmente a responsabilidade de apurar, verificar e produzir informação de interesse público ganha ainda maior relevância.

A entrega dos memoriais a Flávio Dino, portanto, dá continuidade a uma interlocução iniciada há um ano e meio com o STF e reforça a disposição da FENAJ de aprofundar esse debate diretamente com o Supremo Tribunal Federal.

Para o 1º vice-presidente da FENAJ, Moacy Neves, tratar a questão do diploma com a devida importância e celeridade é um imperativo para assegurar à sociedade o direito à informação de qualidade. Para ele, após 17 anos, o Brasil já experimentou, com dissabor, os efeitos da banalização do exercício profissional do Jornalismo e da ausência de critérios de formação para o acesso à profissão.

“Liberdade de expressão é um direito de todos, mas Jornalismo é profissão. Em um ambiente marcado pela circulação instantânea de informações, pela desinformação e pela inteligência artificial generativa, a formação profissional tornou-se ainda mais necessária. Defender formação é também defender o direito da sociedade à informação de qualidade”, afirma Moacy Neves.

SindJor-MS convoca os jornalistas da TV Guanandi para a assembleia geral extraordinária na próxima segunda-feira

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS JORNALISTAS DA TV GUANANDI – ACT 2026-2027 – contraproposta da empresa


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor MS) convoca os jornalistas da TV Guanandi para a assembleia geral extraordinária, a realizar-se no dia 31 de agosto de 2026, segunda-feira, com a primeira chamada às 19h e a segunda chamada às 19h30, na forma de teleconferência. O link será disponibilizado no grupo de WhatsApp dos jornalistas da empresa.


Pauta: Discussão e votação da contraproposta enviada pela empresa referente ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026-2027).


Suelen Morales

Presidenta do Sindjor MS

27 de agosto de 2026

terça-feira, 25 de agosto de 2026

FENAJ convoca jornalistas para mobilização nacional pelo Diploma de Jornalismo nesta quarta (26)

 A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) convoca jornalistas de todo o país para participar, nesta quarta-feira (26), do Dia D pelo Diploma, uma mobilização nacional em defesa da formação superior específica para o exercício profissional do Jornalismo.

A ação acontece durante todo o dia nas redes sociais e busca reunir jornalistas de todo o país em uma grande manifestação em defesa do diploma e da valorização profissional.

O Dia D ocorre em um momento estratégico para a categoria. A PEC 206/2012, que restabelece a exigência da formação superior específica para o exercício profissional, já foi aprovada no Senado e está pronta para votação no plenário da Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, manifestações recentes dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes recolocaram no Supremo Tribunal Federal (STF) o debate sobre a decisão de 2009 que derrubou a obrigatoriedade do diploma.

A campanha tem como mote “Jornalismo é profissão. Diploma já!” e pretende ampliar a pressão nas duas frentes: PEC na Câmara. Revisão no STF.

Para a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, o momento exige que a categoria transforme a retomada do debate em ação. “Temos uma oportunidade importante de avançar em uma luta histórica dos jornalistas. É hora de ocupar as redes, pressionar o Congresso e o STF e mostrar que defender o diploma é defender a formação, a valorização profissional e o Jornalismo que a sociedade precisa”, afirma.

Como participar

Para aderir ao Dia D, vista azul ou a camisa da PEC do Diploma, faça uma foto ou grave um vídeo e publique nas redes sociais ao longo da quarta-feira, marcando a @fenajoficial e o Sindicato dos Jornalistas de seu estado.

A orientação é também marcar os perfis do STF e de seus ministros, além de deputadas e deputados federais do seu estado, cobrando a revisão da decisão de 2009 e a votação da PEC do Diploma.

Nas publicações, use as hashtags:

#DiplomaDeJornalistaJá
#PECdoDiplomaJá
#RevisaSTF

Uma luta histórica da categoria

A defesa da formação superior específica é uma luta histórica da FENAJ e dos Sindicatos dos Jornalistas. Desde a decisão do STF, em 2009, que retirou a exigência do diploma, a Federação mantém a luta pela retomada desse requisito, tanto no Congresso Nacional quanto no campo institucional e jurídico.

No STF, essa atuação ganhou uma nova frente em fevereiro de 2025, quando a FENAJ iniciou uma articulação institucional para defender a rediscussão da formação profissional diante das profundas transformações ocorridas no Jornalismo desde o julgamento de 2009. Desde então, dirigentes da Federação participaram de audiências, apresentaram memoriais e levaram à Corte argumentos relacionados à formação, à valorização profissional e à precarização das relações de trabalho.

No Congresso Nacional, a atuação da FENAJ e dos Sindicatos permanece concentrada na aprovação da PEC 206/2012, que representa o caminho legislativo para restabelecer a exigência da formação superior específica para o exercício da profissão.

Para a Federação, o cenário informacional também mudou radicalmente nesses 17 anos. O avanço das plataformas digitais, das redes sociais, da inteligência artificial generativa, dos deepfakes e da desinformação em larga escala trouxe novos desafios para a produção e a circulação de informações e reforça a importância da qualificação profissional.

“A defesa do diploma não significa restringir a liberdade de expressão. Todas as pessoas têm o direito de se manifestar, opinar e produzir conteúdo. Jornalismo, no entanto, é profissão e seu exercício envolve formação técnica, princípios éticos, métodos de apuração, verificação e contextualização, além de responsabilidade social”, explica o vice-presidente da FENAJ, Moacy Neves.

 Fonte: Fenaj


terça-feira, 18 de agosto de 2026

Sindjor-MS se solidariza com jornalistas alvos de ações judiciais em série

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) se solidariza com  os cerca de 20 jornalistas alvos de ações judiciais por crimes contra a honra distribuídas especialmente durante o mês de julho em razão de reportagens feitas a partir de operações desencadeadas por autoridades públicas.

Os autores são a Associação Civil Idákila e o empresário Urandir Fernandes de Oliveira. Os autores, inclusive, têm veículos de comunicação. 

Ao se solidarizar com os colegas jornalistas, o Sindjor-MS reafirma seu compromisso com a defesa dos profissionais diante de situações que possam representar constrangimento ao livre exercício do jornalismo.

O Sindicato reconhece e respeita o direito de qualquer cidadão de recorrer à Justiça quando entender que seus direitos foram violados. Da mesma forma, reafirma que a liberdade de imprensa, o direito à informação e o livre exercício do jornalismo são pilares fundamentais da democracia.

O episódio chama atenção diante de uma preocupação que ultrapassa Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, entidades representativas da imprensa têm alertado para casos de uso reiterado de ações judiciais contra jornalistas e veículos de comunicação em diferentes partes do país.

O próprio Supremo Tribunal Federal (STF), ao analisar o tema, reconheceu que o ajuizamento de inúmeras ações relacionadas aos mesmos fatos, quando tiver o intuito ou efeito de constranger jornalistas ou órgãos de imprensa, dificultar sua defesa ou torná-la excessivamente onerosa, pode caracterizar assédio judicial e comprometer a liberdade de expressão.

Esse entendimento reforça a necessidade de atenção diante de situações que envolvam uma multiplicidade de processos contra profissionais da imprensa em decorrência de sua atividade jornalística.

Jornalistas não podem exercer a profissão sob o medo de sofrer sucessivas ações judiciais por investigar, questionar e publicar informações de interesse da sociedade. Ao mesmo tempo, o Sindjor-MS reafirma seu compromisso com o exercício responsável do jornalismo e com os princípios éticos que norteiam a profissão.

O Sindjor-MS acompanhará os desdobramentos do caso e avaliará as circunstâncias das ações envolvendo os profissionais sul-mato-grossenses, mantendo-se ao lado da categoria na defesa do pleno exercício profissional e da liberdade de imprensa.

Defender jornalistas no exercício legítimo da profissão é defender o direito de toda a sociedade à informação.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul – Sindjor-MS

Gestão Aurora – Vozes do Jornalismo

Triênio 2026–2029*

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Chapa Aurora vence eleição do Sindjor-MS e faz história com gestão formada só por mulheres

Com 49 votos, nova diretoria é eleita com a proposta de ampliar a participação da categoria, fortalecer a representatividade e aproximar o sindicato dos jornalistas




A Chapa Aurora – Vozes do Jornalismo foi eleita neste sábado (15) para comandar o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) no período de agosto de 2026 a agosto de 2029. Com 49 votos, a eleição marca um momento inédito na história da entidade: pela primeira vez, uma chapa formada exclusivamente por mulheres assume a direção do sindicato com a escolha direta da categoria.

Encabeçada pela jornalista Suelen Morales, a Aurora foi a única chapa inscrita no pleito. Mesmo com candidatura única, a votação representou a participação dos jornalistas aptos a votar e confirmou a nova diretoria para o próximo mandato. Para a presidente eleita, cada voto representa mais do que a escolha de uma chapa.

“Hoje, cada voto depositado na urna tem um significado muito maior do que a escolha de uma chapa. Mesmo em uma eleição com chapa única, cada voto representa confiança, participação e, acima de tudo, a consciência de que a democracia se constrói quando exercemos o nosso direito de participar”, afirmou Suelen Morales.

A nova presidente também destacou o legado deixado pela gestão anterior, comandada por Walter Gonçalves, e afirmou que a Aurora pretende dar continuidade à história do sindicato, mas com foco nos desafios atuais da categoria.

“O Walter dedicou anos de sua vida ao Sindjor-MS, esteve presente nas discussões, nas mobilizações e nas lutas da nossa categoria e da sociedade sul-mato-grossense. Deixa um legado de participação, diálogo, coletividade e, principalmente, de compromisso com o jornalismo”, disse.

Segundo Suelen, a nova gestão terá como prioridade aproximar o sindicato dos jornalistas e ampliar a participação da categoria. “Agora é a nossa vez de assumir essa responsabilidade. De aproximar novamente o sindicato das redações e dos jornalistas, fortalecer a nossa representatividade, ampliar o diálogo, defender condições dignas de trabalho e fazer com que cada profissional entenda que o Sindjor-MS é a sua casa e que nenhuma luta precisa ser enfrentada individualmente”, afirmou.

A presidente eleita também reforçou que a proposta da Aurora é construir uma entidade aberta à participação de toda a categoria.

“Não queremos construir um sindicato de poucas pessoas. Queremos construir um sindicato de todos e todas, porque nenhuma diretoria, sozinha, é capaz de transformar uma categoria. Precisamos caminhar juntos”, destacou.

Mulheres à frente do sindicato

Formada por 20 mulheres jornalistas, a Chapa Aurora chega à direção com a proposta de fortalecer a representatividade feminina e, ao mesmo tempo, atuar em defesa de todos os profissionais do jornalismo em Mato Grosso do Sul.

Diretora de Finanças eleita, Rayani Santa Cruz destacou a importância de ampliar o olhar do sindicato para as dificuldades enfrentadas pelas mulheres jornalistas.

“Fazer parte desse coletivo me inspirou a lutar pelas mulheres jornalistas do MS. Apesar de sermos maioria a desigualdade é imensa. Acredito que fortalecer a categoria, dar suporte as mães solo, acolhimento e exigir que os direitos sejam cumpridos é fundamental”, afirmou.

Entre as propostas da nova gestão estão a reorganização administrativa do sindicato, modernização dos canais de comunicação, atualização do estatuto, ampliação do número de filiados e prestação de contas periódica.

A Aurora também pretende promover visitas às redações, aproximar o sindicato dos jornalistas do interior, assessores de imprensa, freelancers e estudantes de Jornalismo, além de criar novos convênios e realizar ações de capacitação, seminários, oficinas e eventos voltados à valorização profissional.

Novo amanhecer

O nome da chapa, segundo Suelen, representa justamente o momento de renovação vivido pelo Sindjor-MS.

“O nome Aurora nunca foi por acaso. Aurora significa o começo de um novo dia. E é isso que esperamos construir a partir de hoje: um novo amanhecer para o jornalismo sul-mato-grossense, sem apagar a história de quem veio antes de nós, mas honrando essa história e tendo coragem para escrever os próximos capítulos”, declarou.

Ao encerrar sua fala após a eleição, a nova presidente agradeceu aos jornalistas que participaram da votação e às integrantes da chapa.

“A partir de agora, a Aurora não é apenas uma chapa. É um compromisso. E esse compromisso é de todos nós. Viva o jornalismo. Viva os jornalistas. E viva o Sindjor-MS!”, finalizou Suelen.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Sindjor MS assina Acordo Coletivo de Trabalho com o jornal Correio do Estado

 


Agora, são cinco Acordos fechados, em um total de sete empresas, dentro da data-base de 1º de maio, ACT 2026-2027

 

 

A direção do jornal Correio do Estado aceitou a proposta do Sindjor MS e dos jornalistas da empresa ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026-2027, data-base de 1º de maio, e concederá reajuste salarial, da ordem de 4,39%, que foi a inflação acumulada nos 12 meses anteriores à data-base de 1º de maio de 2026, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Sindicato e empresa então, assinaram o Acordo. O índice de 4,39%, também reajustará o valor atual do Tíket Alimentação. A empresa, pagará ainda o retroativo do aumento salarial e do Tíket a 1º de maio deste ano.

Durante as negociações a empresa, alegando dificuldades de caixa, sinalizou que não daria aumento salarial aos jornalistas, em 2026. Entretanto, após ponderações do Sindjor MS e dos jornalistas, por meio de uma carta-proposta, a direção do Correio do Estado, resolveu então, conceder pelo menos a reposição inflacionária do período. Com a assinatura desse Acordo, agora são cinco veículos, das sete empresas que fazem parte dessa data-base, a fecharem Acordos com o Sindjor MS. Os outros quatro Acordos assinados foram com: Grupo Rede MS Record. O reajuste salarial foi da ordem de 5% para todos os jornalistas do Grupo, com aumento real de 0,61% acima da inflação de 4,39% do IPCA; o Grupo O Estado MS (5,45% de reajuste no salário inicial, e 5% para as demais faixas salariais da redação, com ganho real de 1,06% e 0,61% respectivamente); o Grupo TV Morena (reajuste de 4,39%), e o Portal Midiamax (reajuste de 4,39%). Já os outros dois veículos de comunicação que contratam com o sindicato - TVs SBT-MS e Guanandi - as negociações ainda estão em andamento.

 

Data-base de 1º de janeiro

Já na data-base de 1º de janeiro de 2026, em que há somente um veículo, o Portal Campo Grande News, o reajuste concedido aos jornalistas do veículo, também no ACT 2026-2027, foi da ordem de 7%, com ganho real de 2,74%, acima da inflação acumulada do INPC que foi de 4,26%, nos 12 meses anteriores à data-base de 1º de janeiro deste ano, e que já vem sendo pago. Porém, o referido Acordo 2026-2027, não foi assinado até agora, uma vez que a empresa insiste em inserir no ACT, duas cláusulas nocivas aos jornalistas, com as quais nem a categoria e nem o Sindjor MS concordam, por serem ilegais. O Sindjor MS então, ingressou com pedido de mesa de negociação junto à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, que agendou a reunião entre as partes, para o dia 13 de agosto, às 14h30, na sede da Superintendência. 

 

Sindjor MS, na luta pela categoria dos jornalistas!

“A notícia vale. Quem a produz também”

 

 


Conselho de Comunicação aprova realização de estudo para aperfeiçoar regras sobre comunicação pública em período eleitoral


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Brasília (DF), 24/10/2023, Totem na fachada da EBC, com a nova logo marca, que fica na entrada da Empresa

Brasil de Comunicação, localizado no Venâncio Shopping em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 

O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional aprovou nesta segunda-feira (3/08), durante a 13ª Reunião Ordinária de 2026, requerimento que determina a realização de um estudo sobre os impactos da legislação eleitoral na comunicação pública brasileira. A proposta busca esclarecer o alcance das vedações previstas no artigo 73, inciso VI, alínea “b”, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) em relação ao conteúdo jornalístico produzido por empresas públicas de comunicação.

O requerimento foi apresentado pelas conselheiras e conselheiros Caio Loures, Fernando Cabral, Paulo Zocchi, Ramênia Vieira, Rita Freire e Samira de Castro e prevê a elaboração de um parecer conclusivo com recomendações ao Congresso Nacional para o aperfeiçoamento da legislação antes dos próximos pleitos eleitorais.

Entre os pontos que serão analisados estão a interpretação da legislação eleitoral em conjunto com os dispositivos constitucionais que asseguram a liberdade de imprensa, a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal de comunicação e o papel do Conselho de Comunicação Social. O estudo também deverá examinar a necessidade de aperfeiçoar a legislação para deixar explícita a distinção entre publicidade institucional — sujeita às restrições eleitorais — e o conteúdo jornalístico produzido pelas empresas públicas de comunicação.

Outro aspecto previsto no requerimento é a análise da conveniência de formulação de consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema, bem como a avaliação de mecanismos de governança e controle social capazes de garantir a autonomia editorial da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), inclusive a partir da experiência internacional das emissoras públicas em períodos eleitorais.

Na justificativa, os autores lembram que, em 2 de julho de 2026, a EBC retirou do ar, de forma temporária, o acervo jornalístico digital publicado desde janeiro de 2023 em seus veículos — Agência Brasil, TV Brasil, Rádio Nacional e Radioagência Nacional — sob o entendimento de que a medida seria necessária para cumprir as vedações previstas na legislação eleitoral. O episódio motivou debate durante audiência pública realizada pelo próprio CCS em julho, e evidenciou a necessidade de maior segurança jurídica sobre a aplicação das normas eleitorais à comunicação pública.

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“Jornalismo público não é publicidade governamental. Confundir essas duas atividades significa desconsiderar a missão constitucional da comunicação pública e colocar em risco o direito da população à informação. A retirada de cerca de 180 mil conteúdos jornalísticos dos veículos da EBC, dos quais apenas 5,5% foram restabelecidos manualmente, segundo informações da própria empresa, atenta contra o direito de acesso à informação da sociedade brasileira e cria um precedente extremamente preocupante para a democracia”, afirma a conselheira Samira de Castro, reprsentantes da categoria dos jornalistas no CCS.

“É necessário aperfeiçoar a legislação e garantir segurança jurídica à comunicação pública, sem comprometer sua autonomia editorial nem o direito dos cidadãos de acessar informações de interesse público”, reforça Samira de Castro, que é presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

“A Constituição e a Lei da EBC deixam claro que comunicação pública existe para servir à sociedade, não ao governo de plantão. Isso reforça o argumento central nesse debate de que jornalismo público não se confunde com propaganda institucional”, destaca a conselheira.

O requerimento ressalta que o estudo terá caráter estritamente normativo e prospectivo, sem emitir qualquer juízo sobre casos submetidos ao Poder Judiciário. O objetivo é oferecer subsídios ao Congresso Nacional para o aperfeiçoamento do marco legal, garantindo, simultaneamente, o respeito às regras eleitorais, a autonomia editorial dos veículos públicos de comunicação e o direito da sociedade à informação.

O parecer deverá ser apresentado ao plenário do Conselho na próxima reunião ordinária, conforme previsto no Regimento Interno do CCS.

https://fenaj.org.br/conselho-de-comunicacao-aprova-realizacao-de-estudo-para-aperfeicoar-regras-sobre-comunicacao-publica-em-periodo-eleitoral/

 

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Sindjor MS assina Acordo Coletivo de Trabalho com Grupo MS Record, com ganho real aos jornalistas

 


Reajuste foi de 5%. Até agora, são quatro Acordos assinados, em um total de sete empresas, dentro da data-base de 1º de maio, ACT 2026-2027

 

 

O Sindjor MS acaba de assinar mais um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), nas negociações salariais de 2026, do ACT 2026-2027, data-base de 1º de maio. O Acordo assinado, o quarto até o momento, foi com o Grupo Rede MS Record. O reajuste salarial foi da ordem de 5% para todos os jornalistas do Grupo, com aumento real de 0,61% acima da inflação de 4,39% do IPCA. O índice de 4,39%, foi o acumulado da inflação nos 12 meses anteriores à data-base de 1º de maio deste ano. Os outros três Acordos assinados foram, com o Grupo O Estado MS (5,45% de reajuste no salário inicial, e 5% para as demais faixas salariais da redação, com ganho real de 1,06% e 0,61% respectivamente); o Grupo TV Morena (reajuste de 4,39%) e com o Portal Midiamax (reajuste de 4,39%). Os outros três veículos de comunicação que contratam com o Sindjor MS, em um total de sete empresas que figuram na data-base de 1º de maio – TVs SBT-MS e Guanandi, e o jornal Correio do Estado - as negociações ainda estão em andamento.

 

Sindjor MS


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Sindjor MS fecha três Acordos Salariais, nas negociações de 2026, e com ganho real

 


Dentro do Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2027, os ACTs assinados foram com o Grupo O Estado MS, Grupo TV Morena e o Portal Midiamax

 

Dentro das negociações salariais da data-base de 1º de maio de 2026 (ACT 2026-2027), o Sindjor MS já assinou três Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), de um total de sete empresas de comunicação, que negociam com o sindicato, na referida data-base. As empresas que já assinaram o Acordo, estão o Grupo O Estado MS, com o reajuste de 5,45% no salário inicial. Isso representa um aumento real 1,06% acima da inflação acumulada, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dos 12 meses anteriores à data-base de 1º de maio deste ano, que foi de 4,39%. Para as demais faixas salariais do Grupo, o reajuste foi da ordem de 5% ou 0,61% de ganho real. E, nas negociações, ficou aberta a possibilidade de a empresa e o sindicato, reabrirem as tratativas em novembro próximo, para uma melhoria no índice de reajuste salarial, e concessão de benefícios aos jornalistas, como Plano de Saúde, por exemplo. Em novembro, após as eleições, governo do Estado e prefeituras, já poderão liberar verbas para divulgação de seus atos, nos veículos de comunicação.

O Grupo TV Morena, também assinou o Acordo 2026-2027, e o reajusto foi apenas o índice da inflação do IPCA dos 12 meses anteriores a esta data-base. Ou seja, 4,39%. Esse mesmo índice (4,39%), foi o reajuste concedido pelo Portal Midiamax, no terceiro ACT assinado.

O Sindjor MS já finalizou as tratativas com o Grupo MS Record e, e aguarda apenas a empresa assinar o ACT. O índice de aumento salarial aprovado e aceito pela empresa, foi de 5% para todos os jornalistas do Grupo, ou 0,61% de aumento acima da inflação de 4,39%.  As negociações com as TVs SBT-MS e Guanandi, ainda estão em andamento. Porém, a direção da TV SBT-MS já aceitou a contraproposta dos jornalistas, de 5% de reajuste salarial para todos os profissionais. A empresa também oferece aumento de 5,7% aproximadamente, no valor do Tíket Alimentação. Já as tratativas com o Correio do Estado, também estão em andamento. O Sindjor MS tenta uma solução favorável aos jornalistas, uma vez que a direção da empresa sinalizou que não daria aumento salarial este ano, alegando problemas financeiros.

 

Data-base de 1º de janeiro

Já na data-base de 1º de janeiro de 2026, em que há somente um veículo, o Portal Campo Grande News, o reajuste concedido aos jornalistas do veículo, também no ACT 2026-2027, foi da ordem de 7%, com ganho real de 2,74%, acima da inflação acumulada do INPC que foi de 4,26%, nos 12 meses anteriores à data-base de 1º de janeiro deste ano, e que já vem sendo pago. Porém, o referido Acordo 2026-2027, não foi assinado até agora, uma vez que a empresa insiste em inserir no ACT, duas cláusulas nocivas aos jornalistas, com as quais nem a categoria e nem o Sindjor MS concordam, por serem ilegais. O Sindjor MS então, ingressou com pedido de mesa de negociação junto à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, e ainda aguarda a data a ser marcada pelo órgão, para tratar do tema.

As negociações deste ano, correm à luz de mais uma Campanha Nacional Salarial Unificada da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj e dos 31 sindicatos de Jornalistas do país, cujo rema é: “A notícia Vale. Quem a Produz Também”, com o objetivo de valorizar os profissionais, que são os responsáveis pela qualidade das informações divulgadas pelos veículos de comunicação.

 

 Sindjor MS

 

 

 

 


segunda-feira, 27 de julho de 2026

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS JORNALISTAS DA TV SBT-MS – ACT 2026-2027 – contraproposta da empresa

 


 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor MS) convoca os jornalistas da TV SBT-MS, para assembleia geral extraordinária, a realizar-se no dia 29 de julho de 2026, quarta-feira, com a primeira chamada, às 19h, e a segunda chamada, às 19h15, na forma de teleconferência. O link será postado no grupo do whatsapp dos jornalistas da empresa.

 

Pauta: Discussão e votação de contraproposta da empresa, ao ACT 2026-2027. A data base é de 1º de maio.

 

 

  Walter Gonçalves Filho                                             

  Presidente do Sindjor MS

 

Campo Grande, 27 de julho de 2026


terça-feira, 21 de julho de 2026

Chega de exploração no Jornalismo: enquanto empresas recebem incentivos públicos, jornalistas seguem sem valorização salarial

 

 

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Em mais uma campanha salarial, jornalistas de todo o país enfrentam um cenário que se repete: empresas de comunicação alegam dificuldades financeiras para justificar reajustes insuficientes, resistem a conceder ganho real e pressionam pela redução de direitos. O discurso, porém, contrasta com o histórico de incentivos fiscais concedidos ao setor, criados com a justificativa de preservar empregos e estimular investimentos.

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), elaborado para a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mostra que, somente entre janeiro e agosto de 2024, as empresas de comunicação receberam R$ 462,1 milhões em desoneração da folha de pagamento. Durante anos, o benefício permitia que as empresas deixassem de recolher a contribuição patronal de 20% sobre a folha e passassem a contribuir com uma alíquota menor sobre a receita bruta.

“A desoneração da folha foi apresentada como uma política para preservar empregos e fortalecer o setor. O que vimos, porém, foi exatamente o contrário: as redações encolheram, milhares de postos de trabalho desapareceram e os jornalistas passaram a enfrentar condições cada vez mais precárias. Os incentivos chegaram às empresas, mas não chegaram aos jornalistas”, avalia Samira de Castro, presidenta da FENAJ.

Os incentivos vieram. Os empregos não.

Dados do DIEESE, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), mostram que o número de empregos formais em funções do Jornalismo no segmento de jornais e revistas caiu de 9.870, em 2015, para 4.709, em 2025. Em apenas uma década, foram eliminados 5.161 postos de trabalho, uma redução de 52,3%.

Outro levantamento citado pela FENAJ aponta que, entre 2013 e 2023, empresas de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão e portais reduziram em aproximadamente 18% seus quadros de jornalistas. Os números mostram que a promessa de preservação dos empregos, utilizada para justificar os incentivos tributários, não se concretizou.

Com redações cada vez mais enxutas, quem permaneceu passou a acumular funções, produzir para diferentes plataformas e enfrentar jornadas mais intensas. Em vez de reduzir a produção, o corte de postos de trabalho aumentou a sobrecarga, a pressão por produtividade e as responsabilidades de cada profissional.

Mais trabalho, menos valorização salarial

Mas a perda de empregos não foi o único problema. A valorização salarial dos profissionais que permaneceram nas redações também continuou distante da realidade. Enquanto as empresas insistem em alegar dificuldades financeiras para negar ganho real, os jornalistas convivem com equipes reduzidas, acúmulo de funções e crescente desvalorização profissional.

Nas mesas de negociação, a resistência patronal ao ganho real continua sendo um dos principais entraves enfrentados pela categoria. “Os números mostram que o discurso de crise utilizado pelas empresas não pode mais servir de justificativa para negar ganho real aos jornalistas. Se o setor foi beneficiado por políticas públicas durante anos, é legítimo que os trabalhadores reivindiquem valorização salarial, melhores condições de trabalho e negociações coletivas fortes para recuperar o poder de compra da categoria”, afirma a secretária de Mobilização e Negociação Salarial da FENAJ, Fernanda Gama.

A dirigente defende que esses incentivos públicos estejam acompanhados de contrapartidas que garantam a preservação dos empregos, a valorização salarial e condições dignas de trabalho. “Benefícios financiados pela sociedade não podem servir apenas para reduzir os custos das empresas, enquanto jornalistas enfrentam demissões, sobrecarga, salários defasados e perda de direitos”, ressalta Fernanda.

A Campanha Salarial Nacional Unificada dos Jornalistas reafirma que fortalecer o Jornalismo passa, necessariamente, pela valorização de quem produz a informação. Por isso, defende o fortalecimento das negociações coletivas, reajustes com ganho real, o combate à precarização e a defesa dos direitos da categoria. Chega de exploração no Jornalismo. A notícia vale. Quem produz, também.

 

 

ONDE ESTAMOS

QUEM SOMOS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (SindJor-MS) é uma entidade representativa da categoria em âmbito estadual, com exceção de 25 cidades localizadas na região Sul do estado, sob domínio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Grande Dourados (Sinjorgran). O SindJor-MS está registrado sob o CNPJ nº 15.570.575 0001/17

Horário de atendimento presencial: De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. Atendemos pelo e-mail sindicatojorms@gmail.com.

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