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domingo, 11 de setembro de 2016

Sindjor movimenta noite de sábado com ocupação na Orla Ferroviária

Sarau do Ocupa encantou a noite


Ocupar é o caminho! 

(divulgação/coletivo de brechós do MS)
No início da noite de sábado (10) por volta das 19h, o coletivo e a nova gestão do Sindjor/MS (Sindicato dos jornalistas de Mato Grosso do Sul) começou o movimento que deu força e identidade à nova gestão: a ocupação. O lugar dos jornalistas, as histórias, as narrativas, estão na rua, e o diálogo com a sociedade e com a classe também. 

Ocupar é o caminho e a noite de sábado – que comemorou o Dia da Imprensa - foi a prova concreta. No espaço da Orla Ferroviária, entre as ruas Maracaju e Antônio Coelho – centro antigo da Capital, antes abandonado -, a movimentação começou tímida. Poucas pessoas estão acostumadas ao uso do local. Um dos primeiros ‘desbravadores’ da noite foi o tradicional pipoqueiro que vive e trabalha na região. Destemido, ele chegou e conquistou as primeiras pessoas que foram chegando. Já dava pra observar saquinhos de pipoca sendo carregados pela orla. 

Aos poucos, estandes de livros, brechó e trailers de comida foram se espalhando pelo espaço. No pergolado, um jogo de luz vermelha e azul deu a dimensão mágica do palco onde se apresentaram os artistas. O som alto também chamou atenção de quem chegava por ali. Mesmo com algumas dificuldades de encontrar o local – habituado ao esquecimento -, as pessoas seguiram o rastro da música e das luzes e foram chegando. 

Quando todos estavam engajados no bom papo, divertindo-se com os amigos, um som meio distante surgiu e provocou o silêncio atento de todos: era o teatro Imaginário Maracangalha, que chegava em fila com o estandarte do líder indígena Marçal de Souza. A peça ‘Ferro em Brasa’ - que retrata a colonização forçada do Brasil pelos estrangeiros e a opressão indígena -, envolveu todos no local com uma reflexão das mazelas sofridas pelos povos indígenas, em especial os guarani e kaiowá de Mato Grosso do Sul. 


Apresentação da peça 'ferro em brasa' do Teatro Imaginário Maracanhalha (divulgação/Coletivo de Brechós do MS)


Quem conduzia as atrações era nossa convidada especial, Julia Miranda. Já o jornalista Guilherme Cavalcante, com a desenvoltura de sempre, pegou o microfone e chamou a amiga e também jornalista Manuela Barem para um bate papo especial sobre o trabalho que ela desenvolve no portal Buzzfeed Brasil, do qual é editora no Brasil. 

Um dos nossos convidados especiais foi o juiz estadual Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande. Ferreira Filho integra diversas lutas dentro do judiciário, enfrentando, com resistência, posições hegemônicas. O juiz foi representar o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral). No início de sua fala, Roberto citou Vladimir Herzog, jornalista que foi assassinado nos porões da Ditadura Militar (1964-1985) e que é um dos símbolos do jornalismo atuante pelos direitos humanos. O juiz enfatizou a importância de práticas eleitorais éticas e defendeu a importância do jornalismo engajado pela luta dos direitos sociais. 

Quem abriu os shows foi o cantor Ruspô, com a sensibilidade de sua música autoral. As músicas do cantor e compositor, que também é jornalista, são fruto das vivências e caminhos percorridos durante seu trabalho, como ‘Altamira’ que fala da realidade dos povos dessa cidade do Pará. Ruspô também apresentou, pela primeira vez, o novo single ‘Dourados’, uma crítica imersa na rotina da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, marcada pelo agronegócio, pela colonização e pela opressão dos povos indígenas. A canção foi apresentada em parceria com a cantora Karô Castanha, que emprestou a voz doce no refrão.

‘ Chatuba do agroboy’ - que é uma sátira ao modo de vista dos produtores rurais do estado aliada a política agrária do Brasil - envolveu os fãs, que entoaram a música. Seguindo a mesma temática, a jornalista Izabela Sanchez apresentou ao público a poesia “Onde dormem os curumins”, uma crítica em palavras sensíveis ao genocídio dos índios em nosso estado. 

As apresentações se seguiram com Alisson Gonçalves, Alexandre Kenji, a cantora Jool e também Jimmy Andrews, mostrando a faceta da juventude que produz música em Mato Grosso do Sul. Simona, músico que está há décadas no mercado, apresentou-se sozinho e também em dueto com a filha Karô Castanha. 

Entre as apresentações musicais, foi realizado o sorteio de prêmios oferecidos por parceiros. Todos eles foram de empresas tocadas por jornalistas empreendedoras: Recanto das Ervas, Campo Grande a Tiracolo, Mercado de Cheiros, Brigadeiros da Vivi, Grazzistore, Contexto Mídia em associação com Parks Burguer, além da Sato Comunicação. 

Ao fim da noite, ficou a certeza de um evento com astral lá em cima, mas que também apresentou reflexões e, além de comemorativo, serviu para apresentar à categoria a nova gestão do SindJor e convidar os colegas jornalistas a participar da ocupação dos espaços a que pertencemos. “Ficou, também, o pedido de novas edições, que já está em avaliação”, informa a presidenta do SindJor, Marta Ferreira.

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